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Rondônia, sábado, 27 de novembro de 2021.



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Brigadistas usam tecnologia para combater número recorde de queimadas no Amazonas


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Agosto ainda nem chegou ao fim e o número de queimadas na Amazônia bateu recorde para o mês pelo terceiro ano seguido. Coordenador da Operação Tamoiotatá afirma que ficou mais fácil identificar os responsáveis pelos crimes ambientais e puni-los.


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Agosto ainda nem chegou ao fim e o número de queimadas na Amazônia bateu recorde para o mês pelo terceiro ano seguido. As equipes de fiscalização estão reforçando o uso da tecnologia para tentar identificar os responsáveis pelos incêndios florestais.

A inteligência e a tecnologia são armas importantes. Na BR-230, a Transamazônica, na região sul do Amazonas, quatro municípios são responsáveis por mais da metade das queimadas do estado.


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As equipes da Operação Tamoiotatá seguem pelas estradinhas rurais tomadas de poeira. A maioria é em área particular, em que os donos ultrapassam o limite de 20% de área verde permitido para derrubada.

De acordo com os órgãos ambientais, o processo é sempre o mesmo. Primeiro, eles derrubam as árvores cujo o valor da madeira é bastante alto no mercado. Depois vem o fogo para destruir a floresta nativa. E, então, eles jogam semente de capim. Uma aérea de 400 hectares, o equivalente a 400 campos de futebol. E tudo vai ser local para criar gado.

O coordenador da operação explica que ficou mais fácil identificar os responsáveis pelos crimes ambientais e puni-los.

“Nós temos ferramentas que nos ajudam, tipo cadastramento rural, que quando ele é alimentado pelo detentor da área, a gente chega no endereço e chega com o embargo e a multa. E o outro sistema nosso é o sistema de inteligência, onde a gente embarga a área e chega também com procedimento administrativo de multa após um sistema de investigação. Essa aqui já está embargada e já está autuada”, explica Isaías José Pereira, coordenador da operação.

De maio para cá foram aplicados mais de R$ 33 milhões em multas e embargados mais de 11 mil hectares só no sul do Amazonas.

Outra frente na mesma região é a de combate aos incêndios florestais: aceiros. Bombeiros de Manaus reforçam as equipes pequenas de municípios como Humaitá. Lá também o trabalho é guiado pelas imagens de satélite com ajuda de drones. A fumaça dessas queimadas no campo encobre as cidades, deixa cinza a paisagem e os moradores doentes.

“Sempre dá alguns probleminhas para respirar. Já tinha, mas com essa fumaça piora muito mais”, conta a garçonete Vanda da Silva Carneiro.

A situação deve começar a melhorar a partir de outubro, quando começam as chuvas em boa parte da Amazônia.

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