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Rondônia, quarta, 04 de agosto de 2021.



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Pesquisa do Campus Ji-Paraná é apresentada no 20º Congresso de Sociologia


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Reunião do projeto Análise da desigualdade social da juventude com microdados da PNAD C utilizando a linguagem R

Resultado de pesquisa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Ji-Paraná, foi apresentado no dia 16/7, durante o 20º Congresso da Sociedade Brasileira de Sociologia. O projeto de pesquisa “Análise da desigualdade social da juventude com microdados da PNAD-C utilizando a linguagem R” foi aprovado pelo Edital 11/2020/REIT-PROPESP/IFRO, de 27 de agosto de 2020, sob coordenação do Professor Miguel Brunet.


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Os resultados alcançados até o momento na pesquisa foram apresentados nacionalmente. O projeto iniciou-se em outubro de 2020 e tem duração até outubro de 2021, contando com a participação de bolsistas do Curso Superior em Tecnologia em Análise de Desenvolvimento de Sistemas (ADS) e do Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio, além de pesquisadores externos ligados a outras instituições de pesquisa. A ação integra os trabalhos do Grupo de Estudos em Temáticas Étnicas na Amazônia (GETEA), do IFRO Campus Ji-Paraná, grupo multidisciplinar que promove pesquisas em diversas áreas do conhecimento.

“Participar do projeto tem proporcionado convívio com estudantes e profissionais de diferentes áreas do conhecimento. Essa parceria tem possibilitado muito aprendizado, troca de conhecimento e produção acadêmica”, diz o Coorientador do projeto, Leonardo de Andrade, que é Professor de Matemática e Estatística do Campus Ji-Paraná.

 

Apresentação

O 20° Congresso Brasileiro de Sociologia é organizado pela Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS). Realizado de 12 a 17 de julho, com sede em Belém (PA), o evento foi em formato virtual. Representando o IFRO, o artigo aprovado é intitulado “Análise da mobilidade social intergeracional segundo escolaridade e renda no Brasil (2012-2020)”. Nele, os autores buscaram verificar o quanto houve aumento na escolaridade dos jovens, e se essa escolaridade reflete no aumento de renda.

Além disso, investigou as estratégias de ascensão social dos jovens oriundos de classes trabalhadoras. Os resultados demonstram que 40,5% dos filhos possuíam escolaridade superior aos responsáveis em 2012, número que se eleva para 44,6% em 2020, um aumento de 4,1% relacionado majoritariamente ao aumento do acesso ao ensino superior.

Entretanto, mostra um aumento de 14,4% no grupo de Extrema Pobreza entre 2012 e 2020 e um decréscimo em todos os demais grupos de renda, o que revela um aumento da desigualdade econômica na sociedade brasileira. Segundo os autores, em outras palavras, mesmo aumentando a escolaridade da geração jovem em relação a seus pais, a desigualdade de renda aumentou entre 2012 e 2020, pondo em questão a ideia de que a expansão do ensino diminuiria imediatamente as desigualdades sociais.

Mesmo neste cenário, observou-se que a estratégia de ascensão social mais comum entre os jovens oriundos de classes de trabalhadores manuais foi para profissões relacionadas ao aumento da escolaridade (capital cultural): “verificamos que 41,04% dos jovens Profissionais são oriundos de classes de trabalhadores manuais em 2012, e 41,24% em 2020”, explicam.

Já a estratégia de ascensão via capital econômico apresentou um decréscimo: “apenas 35,95% dos jovens Empregadores provêm das classes trabalhadoras em 2012, percentual que é reduzido para 22,56% em 2020, quando 63,29% dos jovens Empregadores originaram-se das classes com alto volume de capital”. Isto demonstra o quanto a expansão do ensino é de suma importância para a ascensão social de jovens das classes trabalhadoras.

Além destes resultados, o projeto também investiga a área de evasão escolar, em parceria com Bruna Koerich, doutoranda e pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGS-UFRGS). “Pesquisas como essa são fundamentais para que possamos compreender até que ponto as mudanças ocorridas em nossa sociedade nos últimos anos se refletem em mudanças concretas nas condições de vida dos jovens”, mostra Bruna, que é colaboradora externa do projeto.

Concomitantemente à pesquisa sobre a sociedade, o projeto investiga a análise de bancos de dados por meio de técnicas estatísticas com o Software R, em especial a Análise de Correspondência Múltipla. É desenvolvida a operação de bancos de dados, produção e edição de gráficos e tabelas, bem como o estudo de técnicas e métodos estatísticos com Software R. Atualmente o projeto conta com seis bolsistas dos cursos de ADS e Técnico em Informática.

Para Rafael Evald, bolsista de Iniciação Científica do projeto e acadêmico de ADS do IFRO Campus Ji-Paraná, “o projeto é de extrema importância por nos mostrar, através de dados reais, as reais condições dos jovens na sociedade brasileira hoje, no passado, e uma leve ideia para o futuro. Ainda através do mesmo é possível delimitar fatores que influenciam diretamente nas desigualdades, sendo assim possível traçar soluções para serem implementadas paras as futuras gerações”.

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