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Rondônia, segunda, 14 de junho de 2021.



Exame

Ataques cibernéticos: EUA pressionam empresas e adversários estrangeiros


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Autoridades dos EUA aumentaram neste domingo a pressão sobre empresas e adversários estrangeiros para combater cibercriminosos e disseram que o presidente Joe Biden está considerando todas as opções, incluindo uma resposta militar, para conter a ameaça crescente.

O governo Biden está procurando “todas as opções” para defender o país contra criminosos de ransomware, disse a secretária de Comércio dos EUA, Gina Raimondo, em uma entrevista neste domingo, quando questionada se uma ação militar estava sendo considerada.


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Raimondo não detalhou como essas opções podem parecer, mas disse que o assunto estará na agenda quando o presidente se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin, neste mês. A crescente ameaça de ataques cibernéticos levou o governo Biden a uma postura mais agressiva contra a Rússia, que se acredita estar abrigando alguns dos criminosos.

“Não estamos retirando nada da mesa ao pensarmos em possíveis repercussões, consequências ou retaliações”, disse Raimondo.

No último fim de semana, o maior frigorífico do mundo, a JBS, foi alvo de cibercriminosos e, em maio, o maior oleoduto de combustível dos Estados Unidos foi atacado, alimentando temores sobre interrupções no fornecimento de alimentos e combustível.

Os adversários dos EUA têm a capacidade de desligar toda a rede elétrica do país, disse a secretária de Energia Jennifer Granholm separadamente em uma entrevista à CNN, observando “milhares de ataques em todos os aspectos do setor de energia”.

Os recentes ataques de alto perfil levaram Biden a colocar a questão da Rússia em abrigar hackers na agenda de seu encontro com Putin.

A Casa Branca planeja usar a cúpula de 16 de junho para entregar uma mensagem clara ao líder russo, dizem as autoridades. Um próximo passo pode ser a desestabilização dos servidores usados para realizar tais hackers, dizem alguns especialistas em cibernética.

As autoridades americanas estão pedindo às empresas privadas que sejam mais vigilantes e transparentes sobre os ataques. O secretário de Transportes, Pete Buttigieg, disse neste domingo que o ataque de maio ao Colonial Pipeline, que criou uma escassez temporária de gasolina, mostrou as implicações nacionais de um hacker em uma empresa privada.

 

Fonte: Revista Exame