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Morre aos 79 anos ambientalista e seringueira Moemia Bandeira vítima da Covid-19 em RO


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Idosa ajudou a fundar a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé e lutou pela preservação do meio ambiente. Corpo foi sepultado na manhã desta quinta-feira (1º). Moemia Cardoso Bandeira morreu vítima da Covid-19.
Arquivo pessoal
Morreu na noite de quarta-feira (30) a ambientalista e seringueira Moemia Bandeira, aos 79 anos, em decorrência do novo coronavírus. Segundo a filha da idosa e também ambientalista Ivaneide Bandeira, Moemia estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no hospital Regina Pacis, em Porto Velho. O corpo foi velado e sepultado na manhã desta quinta-feira (1º).
Moemia sofria de diabetes e tinha pressão alta. Segundo Ivaneide, a mãe ainda pegou uma infecção generalizada e ficou dez dias internada na UTI. O estado clínico da idosa era grave.
“Ela estava em casa e teve os primeiros sintomas em casa. Depois a levamos para fazer o teste rápido, mas deu negativo. Então resolvemos levá-la ao médico, que disse que mesmo dando negativo, acreditava que ela estava infectada. Minha mãe passou a tomar os remédios, mas foi piorando e manifestava muito cansaço. Com isso, foi encaminhada para UTI, onde ficou esses dez dias”, explicou a ambientalista.
Ivaneide contou ao G1 que a mãe participou da fundação da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, entidade que luta há 28 anos pela preservação do meio ambiente e proteção aos povos indígenas da Amazônia.
“Formou as filhas para defenderem as florestas e seus povos. Ela gostava muito da natureza e desde pequeninha me ajudou a gostar da floresta. Essa era Dona Moemia”, declarou.
Moemia foi ambientalista e seringueira.
Arquivo pessoal
Moemia também foi professora entre as décadas de 1960 e 1970, época em que participava de um programa do governo que ensinava adultos a ler e escrever.
Em homenagem à mãe, Ivaneide Bandeira escreveu um poema onde lembra com carinho o legado deixado por Moemia a favor do meio ambiente. Leia abaixo:
Dona Moemia era assim
Cheia de gostar de esportes radicais
Amava a natureza
Adorava viajar
Conheceu cidades e países
Desceu cachoeiras onde os jovens iam depois dela
Não tinha papas na língua
Dizia verdades que doíam
Acreditava em Jeová Deus
E sai pelas casas e busca de salvar almas
A família era tudo
Os amigos também
Decidiu por conta própria e risco
Ir a Brasília e Goiânia em plena pandemia
Voltou com COVID
Também decidiu sem perguntar de ninguém
Se despedir desse mundo
Comeu como última refeição uma tapioca
Feita no buteco de esquina
E foi para o paraíso que ela teimosamente
Dizia existir e para onde iria depois de morrer
Deixou a gente aqui com os corações certos de que ela está bem
Choro porque não consigo conter a dor
Que me deixa assim lesa e ser cor
Mas sei que onde estiver deve está rindo de mim e se tiver uma cachoeira deve está escorrendo pelas águas límpidas do rio daqueles que sabem viver aqui ou em qualquer outra dimensão.
Curva em ascensão
Rondônia registrou 238 novas infecções por coronavírus na quarta-feira (30) e mais seis óbitos decorrentes da doença, segundo dados disponibilizados em boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa).
Com os novos números, o estado chegou a 65.911 diagnósticos de Covid-19 e 1.357 vítimas fatais do novo coronavírus.
As cidades com maior número de óbitos registrados são:
Porto Velho – 721
Ariquemes – 90
Guajará-Mirim – 87
Ji-Paraná – 77
Vilhena – 58
Cacoal – 34
Já as cidades com maior número de casos da doença são: Porto Velho (30.007), Ariquemes (5.493), Vilhena (3.697), Guajará-Mirim (2.972), Ji-Paraná (2.893) e Cacoal (2.345).
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Fonte: G1 Rondônia

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