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Envolvidos em racha que matou ciclista no Espaço Alternativo de Porto Velho são denunciados pelo MP


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Três pessoas são acusadas pelo crime de homicídio qualificado. Segundo a promotoria, a prática do racha gerou perigo comum e a dinâmica do acidente tornou impossível a defesa da vítima. Ciclista de 22 anos morreu após ser atropelado no Espaço Alternativo, em Porto Velho.
Arquivo pessoal
Três pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Estadual (MP-RO) por participarem de um racha em que o ciclista Thiago da Silva Santos, de 22 anos, foi atropelado e morto. O caso aconteceu no último dia 24 de julho, no Espaço Alternativo de Porto Velho.
Segundo a denúncia do MP, momentos antes do atropelamento, Gabriel Vilela Dantas Lima Pinto, de 24 anos, conduzindo um veículo Onix, e Vitor Renato Lopes da Silva, 18 anos, na direção de um Corolla, “após prévio acordo de vontades, assumindo o risco de produzir o resultado morte, conduziram seus respectivos veículos em alta velocidade em disputa automobilística ilegal [racha]”.
Conforme a acusação, na tentativa de um ultrapassar o outro, Gabriel e Vitor agiram com “total indiferença ao bem jurídico vida” quando “conscientes do risco” trafegaram em alta velocidade pela Avenida Jorge Teixeira, que costuma ser usada por adultos e crianças para a prática de lazer e atividades físicas.
De acordo com o registro policial do acidente, em determinado ponto da via, Thiago tentou atravessar a pista em uma faixa de pedestres e foi atropelado pelo veículo conduzido por Gabriel. O corpo do ciclista foi lançado a cerca de 30 metros e ele morreu na hora.
Parte frontal do veículo que atingiu o ciclista em Porto Velho ficou completamente amassada.
Mary Porfiro/Rede Amazônica
No documento, o promotor Gerson Martins Maia destacou que após perceber a morte do jovem, Vitor fugiu usando o veículo Corolla. Ele se apresentou na delegacia dias depois e foi liberado. O outro motorista está preso desde o dia do acidente.
Segundo a Polícia Civil, o carro foi um presente de uma familiar a Vitor no aniversário de 18 anos. Ela chegou a ser indiciada por entregar o veículo a pessoa não habilitada, mas não foi denunciada.
Um terceiro envolvido, que também está entre os acusados, é o carona do Corolla, que segundo o MP, concorreu com o crime por ter instigado a prática do racha como “platéia” para “estimular e alimentar o ego de Vitor de querer se exibir e mostrar quem é o melhor”.
Cicilista morto após ser atropelado durante racha em Porto Velho foi arremessado por cerca de 30 metros.
Mary Porfiro/Rede Amazônica
Gabriel Vilela Dantas Lima Pinto, Vitor Renato Lopes da Silva e o carona foram denunciados pelo crime de homicídio com as qualificadores de emprego de meio que resultou em perigo comum e uso de recurso que tornou impossível a defesa da vítima, conforme o MP.
Além da imputação dos crimes, o MP também requereu indenização por danos morais e materiais aos ascendentes de Thiago. A denúncia foi recebida na sexta-feira (14) pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da capital.
O G1 tenta contato com a defesa de Gabriel Vilela e Vitor Renato.
Thiago da Silva Santos tinha 22 anos e morreu atropelado durante racha em Porto Velho na sexta-feira (24).
Reprodução/Instagram
No dia seguinte ao acidente, um amigo que acompanhava Thiago no passeio de bicicleta contou que ele ainda tentou sinalizar antes de atravessar. Os dois retornavam para casa no momento do atropelamento.
“Vi tudo, morreu na minha frente. Menino tão bom, trabalhador, e acontece isso, só com as pessoas mais boas”, disse o amigo de Thiago.
Durante a coletiva de imprensa que anunciou a conclusão do inquérito do caso, o delegado Sandro Moura, lembrou que a vítima tinha o sonho de trabalhar de carteira assinada e era responsável por cuidar do pai, que usa cadeira de rodas.

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Fonte: G1 Rondônia

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