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Para 8 em 10 pequenas empresas, receita pode encolher 30% com coronavírus


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Duas semanas depois do início da quarentena, as pequenas empresas já têm uma ideia mais clara do impacto da pandemia do coronavírus sobre seus negócios. Um levantamento realizado pela startup de gestão empresarial Vhsys mostra que, para 78% das pequenas empresas, o faturamento deve cair 30%. 

Para 28% dos entrevistados, o faturamento deve despencar para a metade e 21% acreditam que a pandemia de coronavírus fará os negócios perderem mais de 80%.


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Sobre o tempo que a crise deve perdurar, a maior parte dos entrevistados, 69%, acredita que deverá durar cerca de três meses. Já 11% são mais otimistas e preveem que a crise deverá ser mais curta, de um mês.


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Os dados apontam que 85% das empresas não estavam preparadas para um momento como esse. Para Reginaldo Stocco, CEO da vhsys, o número alto acende um alerta. “Embora a situação seja extremamente atípica, isso mostra claramente que o pequeno empreendedor ainda não trabalha com caixa para riscos e imprevistos”, afirma ele, em nota.

Entre as medidas que as pequenas e médias empresas estão tomando para passar por esse momento, a principal é o corte de gastos, realizado por 58% dos entrevistados.


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As empresas estão ainda se concentrando em vendas online (30%), organizando as equipes de trabalho em home office (39%) e até fechando o do negócio temporariamente (40%).

As respostas mostram que apenas 11% das empresas estão satisfeitas com as medidas que os governos estão tomando para ajudar os micro e pequenos negócios. Cerca de 44,1% estão parcialmente satisfeitas e 44,8% não estão satisfeitas de forma alguma.

A Vhsys surgiu em 2011, na região metropolitana de Curitiba, criada pelos primos Reginaldo Stocco e Luan Stocco. Em 2017, a empresa recebeu sua primeira rodada de investimentos, de Marcel Malczewski, da Bematech, e de Gilmar Pértile, da EBS Sistemas.

No ano passado, receberam investimentos da Stone, de meios de pagamento. Com cerca de 10 mil clientes, o faturamento dobra todos os anos – a empresa não abre os números.

Em 2019, a empresa investiu 120% a mais do que no ano passado em contratações, treinamento de pessoal e prospecção de novos clientes. Em 2020, abriram uma nova sede, com 1.500 m², 40% a mais do que o tamanho anterior.

Fonte: Revista Exame

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