Delegado Carlos Eduardo
Delegado Carlos Eduardo explica o trabalho realizado pela Delegacia de Homicídios (Foto: Francisco Abreu/Rondoniagora)
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Porto Velho registrou 103 homicídios de janeiro ao até 20 de dezembro deste ano, segundo informações divulgadas pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (20). Desse total, 67 homicídios foram solucionados, 10 inquéritos policiais instaurados já com suspeita de autoria e 26 ainda não foram esclarecidos. Em todo o ano passado, a Polícia registrou 112 assassinatos na capital.

Um dado que chama a atenção da polícia neste ano, são os casos de homicídio com vítimas mulheres. Dos 103 ocorridos, apenas 8 foram contra mulheres e desses, dois foram classificados como feminicídio e já esclarecidos. Frente a 2017, o número reduziu. No ano passado, 15 mulheres foram assassinadas, sendo quatro enquadradas como feminicídio.

Para o delegado Carlos Eduardo Ferreira, a Delegacia de Homicídios da capital tem sido eficiente no trabalho que vem desenvolvendo no decorrer do ano. “Nós esclarecemos 65% dos homicídios praticados na Capital e existem outros crimes que precisam ser apurados e já estão com fortes indícios do autor de cada caso, mas a gente não conta estatisticamente”, explicou Carlos Eduardo.

Segundo a Polícia, muitos assassinatos praticados na capital tem o envolvimento de menores de idade e ainda aqueles relacionados a acerto de contas entre os criminosos por causa do tráfico de drogas, roubo e brigas entre facções criminosas.

Sobre os casos não esclarecidos pela Polícia, Carlos Eduardo explicou que os investigadores continuam trabalhando para solucionar e ressaltou também que a meta da delegacia é a qualificação, melhoria e o esclarecimento de crimes para tirar os autores do meio da sociedade. “Nós sabemos a dor dos familiares das vítimas. Nossas equipes estão em campo trabalhando incansavelmente para dar um bom resultado para a população que tanto clama por justiça”, disse.

O delegado destacou a importância do trabalho realizado pelos delegados, policiais investigadores e escrivães. “Nossa equipe é completa, o cartório da nossa delegacia funciona muito bem e há uma interação perfeita entre as seis equipes de investigadores comandados pelo chefe do Serviço de Investigação e Captura (Sevic), Waldenor Castro, que desempenha um bom trabalho em prol da população de bem”, finalizou Carlos Eduardo.