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Rondônia, segunda, 29 de novembro de 2021.



Exame

Entenda a confusão entre a ligação da vacina contra Covid-19 e HIV


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Um estudo citado pela EXAME em outubro de 2020 foi envolvido em uma polêmica nos últimos dias após uma live do presidente Jair Bolsonaro na última quinta-feira, 21.

Na live, Bolsonaro relaciona vacinação contra a covid-19 ao desenvolvimento da Aids de forma “mais rápida que o previsto”. Nos últimos dias, Bolsonaro e seus filhos afirmaram que leram a informação relacionando vacinas a HIV na Exame.


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A reportagem da EXAME repercute um artigo publicado no renomado jornal científico The Lancet sobre a relação de um tipo específico de adenovírus e o desenvolvimento de vacinas contra a covid-19.

“Algumas vacinas que usam um adenovírus específico no combate ao vírus SARS-CoV-2 podem aumentar o risco de que pacientes sejam infectados com HIV, o vírus da Aids”, diz o texto. “A pesquisa aponta que a infecção por HIV pode ser facilitada caso o paciente vacinado tenha recebido uma dose contendo o adenovírus de número 5 (Ad5)”.

Os cientistas se baseavam não em vacinas contra a covid-19, que ainda estavam em desenvolvimento na época, mas em análises feitas em 2007 na busca por uma vacina contra o HIV que usavam o Ad5 em sua composição. O Ad5 foi utilizado em algumas vacinas específicas contra a covid-19, como a russa Sputnik V. É importante notar que nenhuma delas tem uso no Brasil.

De lá para cá

Apesar do alerta de cientistas no ano passado, nenhuma ligação entre as vacinas contra a covid-19 e aumento no contágio de Aids foi reportada pelos grupos que desenvolveram os imunizantes.

Em um comunicado, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) reforçou que as vacinas contra a covid-19 não carregam nenhum elemento do vírus da Aids e não causam supressão no sistema imunológico.

Como medida de precaução, porém, no início do mês, a África do Sul decidiu por não aprovar o uso da Sputnik V no país, citando um possível aumento de risco de infecção pelo HIV. No domingo, 24, a Namíbia seguiu a decisão da África do Sul e confirmou que deve suspender a Sputnik V em seu território. Os dois países sofrem com alta incidência de HIV.

Fonte: Revista Exame

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