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Rondônia, terça, 21 de setembro de 2021.



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Pesquisa aponta que 70% dos brasileiros trocariam o fornecedor atual de energia elétrica


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Hoje, apenas grandes consumidores contam com essa liberdade de escolha


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Imagem: Unsplash

A ABRACEEL – Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia, que  questiona os consumidores brasileiros sobre o que eles fariam na hipótese de terem opção de troca de fornecedor de energia elétrica em um ambiente de livre escolha para todos os perfis de consumo, traz informações importantes para o futuro deste nicho da nossa economia.

A pesquisa A Opinião do Brasileiro Sobre o Setor Elétrico mostra que 70% dos entrevistados afirmaram que trocariam a empresa de energia elétrica que lhe abastece.

“O mercado livre de energia, como é conhecido o ambiente de contratação livre (ACL) livre, passa a atrair um público cada vez maior. A meta é que essa liberdade de escolha possa também alcançar o cliente comum residencial, visto que hoje o mercado livre ainda não chega a essa parcela da população. Uma das principais vantagens é a possibilidade de negociar condições comerciais para a contratação de energia, ou seja, o consumidor ganha uma liberdade maior e, consequentemente, uma expressiva economia na conta de energia”, explica André Cavalcanti, CEO da empresa Elétron Energy.

O objetivo foi, segundo a ABRACEEL, conhecer a opinião dos brasileiros sobre o setor elétrico, situação atual e prospecção de cenários futuros. Foram realizadas 2.081 entrevistas em todo o Brasil, distribuídas em cerca de 130 municípios.

Outras opiniões do consumidor sobre o setor elétrico

A pesquisa demonstrou que 83% dos consumidores não estão satisfeitos com as tarifas cobradas pelas operadoras de energia. 48% acham as tarifas muito caras e 35% acham caras. Segundo o Datafolha, a percepção sobre o preço da energia ser muito caro é maior entre os brasileiros economicamente ativos (PEA), que gostariam de gerar energia em casa, e que querem escolher a empresa fornecedora de energia. O consumidor tem a percepção majoritária de que a culpa para o alto preço das tarifas é de taxas e impostos e da falta de concorrência no setor elétrico.

“A crise energética que estamos enfrentando neste momento é a maior demonstração de que há necessidade de discussão sobre o fornecimento de energia no país. É urgente rever com mais agilidade os modelos atuais, que trazem um substancial impacto negativo nas contas de fornecimento, sobretudo em cenário como o que estamos atravessando agora”, pontua Cavalcanti.

92% dos consumidores brasileiros gostariam de gerar energia elétrica em casa se tivessem esta oportunidade. Em 2014 esse índice era de 77%, registrando crescimento ano a ano sem trégua. Cresce também o número de consumidores que afirmam topar pagar um preço mais alto na conta de luz para incentivar a geração de energia de fontes renováveis como solar, eólica etc. Esta faixa de consumidores já soma 46%.

Consumo de energia na pandemia

Para a maioria dos brasileiros houve percepção sobre aumento do consumo e custo da energia elétrica durante a pandemia, além da redução na renda familiar. Cerca de metade dos brasileiros relataram episódios de cobrança indevida e dificuldade de atendimento junto à empresa fornecedora de energia. Se por um lado o brasileiro viu o consumo aumentar, por outro isso despertou a necessidade de buscar economizar para tentar reduzir a conta de luz.

Qual a principal conclusão da pesquisa?

Com tantas informações, a pesquisa ABRACEEL/Datafolha deixa como principal conclusão o fato de que a intenção de trocar de operadora numa situação de livre escolha atingiu o maior patamar da série histórica, com sete em cada dez brasileiros indicando que trocariam de empresa caso isso fosse possível.

Embora o preço continue sendo o principal motivador para esta troca (64%), a procura por energia limpa manteve a tendência de crescimento verificada nas últimas ondas e se isolou como segunda razão para a troca com 20% das citações.

Fica destacado o desejo do consumidor de que o marco legal do mercado de energia brasileiro se ajuste a esse desejo dele, de poder optar sobre como gastar com energia e de que operadora ele deve eleger para mediar este gasto.

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