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Rondônia, segunda, 20 de setembro de 2021.



Saúde

Caps Infanto Juvenil celebra nono ano de atuação com mais de 3 mil atendimentos


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Pacientes de 5 a 17 anos realizam tratamento de transtorno mental grave e severo


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Luzia Viana, diretora do CapsLuzia Viana, diretora do CapsO Centro de Atenção Psicossocial (Caps 1) Infanto Juvenil iniciou as comemorações do nono aniversário com muitas homenagens. No primeiro dia não faltaram bolo, refrigerantes, pipoca e entrega de lembrancinhas aos pacientes, acompanhantes e servidores da casa.

Órgão da Prefeitura de Porto Velho vinculado à Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), o Caps Infanto Juvenil atende mais de 3 mil crianças e adolescentes dos 5 aos 17 anos de idade. São casos em que elas se encontram em sofrimento mental e necessitam especialmente de acompanhamento com psicólogo ou psiquiatra.


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Conforme Luzia Viana, diretora do Caps Infanto Juvenil, participam do atendimento terapeuta ocupacional, assistente social, enfermeiros, técnicos de enfermagem, clínica geral e psiquiatra. A equipe multidisciplinar se reveza trabalhando pela manhã e tarde.

Ela explica que os assistentes sociais ou enfermeiros fazem o primeiro contato com os pacientes e as famílias que vão em busca de ajuda: “Fazemos o acolhimento e, de acordo com o caso, encaminhamos para o psicólogo ou psiquiatra para o tratamento necessário”, explica a diretora

Robson Machado, psiquiatra, pediatra e diretor técnico da unidadeRobson Machado, psiquiatra, pediatra e diretor técnico da unidadeEQUIPE

Psiquiatra, pediatra e diretor técnico da unidade, Robson Machado explica que a pandemia da Covid-19 provocou o aumento de 30% na demanda por assistência psicossocial de crianças e adolescentes. A equipe teve que se reinventar.

O trabalho dos grupos educativos terapêuticos realizados pelos profissionais para atender pacientes e seus familiares foram suspensos durante a pandemia para evitar aglomeração.

As psicólogas deram assistência por telefone e os médicos fizeram a renovação das receitas.

Com o aumento dos casos relacionados a pandemia, o Caps I teve sua equipe reforçada com a contratação de uma terapeuta ocupacional.

AMOR

Priscila Uberlino, psicóloga Priscila Uberlino, psicólogaA psicóloga Priscila Uberlino destaca que as comemorações do aniversário também são momentos para analisar o trabalho feito: “Temos a certeza do dever cumprido. São nove anos de muita dedicação, de acolhimento, de tentar ajudar a ressignificar o sofrimento humano e, sobretudo, dedicar amor. Nós acolhemos e atendemos com amor”, afirmou.

Ajudar os pacientes a desenvolverem suas habilidades e ensiná-los a fazer coisas simples como abotoar a blusa, escovar os dentes ou mesmo amarrar o cadarço dos sapatos, são tarefas que estão sob a responsabilidade da terapeuta ocupacional Edina Gonçalves.

“Pequenas coisas que para nós podem ser quase nada, para eles significa uma grande dificuldade. O terapeuta elabora atividades para trabalhar essas dificuldades, especialmente dos autistas”, explicou a terapeuta.

Com relação ao trabalho de assistente social, Ana Carla Rocha, revela que, além de acolher o paciente e a família para entender que tipo de atendimento precisam naquele momento, uma de suas principais atribuições é orientá-los quanto aos benefícios disponibilizados pelo Governo Federal, como o Bolsa Família, por exemplo.

Ana Carla Rocha, assistente socialAna Carla Rocha, assistente social“Muitas famílias estão em completo estado de vulnerabilidade social e não sabem que podem ter acesso aos benefícios, muito menos o que devem fazer para obtê-los. Compete-nos orientá-los da melhor forma possível”, ressaltou.

SENTIMENTO

Pai de uma criança autista e sem acesso a esse tipo de atendimento na rede pública do Acre, onde morava, Antônio Pontes de Souza não pensou duas vezes e mudou-se com a família para Porto Velho em busca de tratamento para o filho.

Com a criança evoluindo no tratamento, seu sentimento pela equipe do Caps é de pura gratidão. “Fui muito bem recebido, muito bem tratado. É como se estivesse em casa. Os profissionais são muito qualificados e nos dão total atenção. Isso faz com que o tratamento do meu filho esteja evoluindo. Percebo que ele já melhorou bastante, graças a Deus”, elogiou.

Texto:
 Augusto Soares
Foto: Wesley Pontes

Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)

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