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Delivery 2.0: A aposta elétrica da RD para entregas com pegada ESG


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A sustentabilidade começa finalmente a ganhar opções na cadeia de entregas. A RD (RADL3), maior rede de farmácias do país com as marcas DrogaRaia e Drogasil, acaba de acertar uma parceria com a startup EuEntrego para adotar um novo meio de mobilidade urbana para a entrega de medicamentos e outros produtos: bicicletas elétricas.

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O projeto é voltado para as entregas na chamada “última milha”, ou seja, que levam o produto até a casa do cliente já dentro das cidades. Vinicius Pessin, CEO e sócio-fundador da EuEntrego em 2016, conta que ficou convencido da viabilidade estratégica do modal de bicicletas elétricas ao visitar diversas cidades na China alguns anos atrás.

A parceria começa no bairro de Moema, na cidade de São Paulo, em uma área que atende 12 farmácias da RD. Em um primeiro momento, serão disponibilizadas quatro bicicletas elétricas para atender os pedidos, mas o plano é escalar esse número para a casa de dezenas de bikes na medida em que novos bairros e clientes sejam incorporados.

A meta é chegar ao fim de 2021 com 2.000 bicicletas elétricas utilizadas para entrega por meio de outras parcerias já acertadas, mas ainda não divulgadas. Uma rede de pet shop, uma de brinquedos e outra de cosméticos estão entre os próximos clientes a serem anunciados.

“A parceria viabilizará uma estratégia alternativa à utilização de motos em grandes cidades, além de contribuir com o meio ambiente já que o modal é sustentável, com emissão zero de carbono”, diz Flavio Correia, Diretor de Omnichannel & e-commerce da RD. “Está totalmente aderente à nossa estratégia de sustentabilidade.”

Pessin diz que simulações apontam que, em uma jornada de oito horas, os entregadores serão capazes de realizar de 12 a 13 entregas diariamente em Moema. O custo estimado para o varejista acabará sendo 25% inferior em média ao da contratação de motoboys, graças principalmente à economia com combustíveis.

As bicicletas elétricas, por sua vez, contam com autonomia de 80 quilômetros e baterias que podem ser trocadas em estações localizadas junto a farmácias. As bikes pertencem à empresa catarinense GoMoov, com a qual a EuEntrego acertou parceria e que ficará responsável pelas baterias.

Pessin explica que o modelo de negócios com as bicicletas elétricas prevê que as entregas fiquem restritas a bairros para otimizar o ganho de escala, evitando grandes deslocamentos que levariam mais tempo e custariam mais. “O entregador consegue levar as encomendas em uma mesma região com um meio de transporte limpo e saudável.”

Fonte: Revista Exame

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