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Homem que estuprava criança e 3 adolescentes é condenado a 50 anos de prisão em RO


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Réu usava internet, joguinhos e churrasco para atrair menores até a casa dele, na Zona Rural de Ariquemes; crimes eram praticados de forma individual e em grupo. Condenado pode recorrer. Mãe de duas vítimas disse em juízo que se sentia culpada, já que condenado era considerado “da família”.
Kemmido/Freepik
Um homem foi condenado pela Justiça em Ariquemes (RO) a 50 anos de prisão por estuprar uma criança e três adolescentes na Zona Rural do município. A decisão foi divulgada pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) neste fim de semana. O cumprimento inicial da pena é em regime fechado. Da decisão cabe recurso.
O condenado atraía as vítimas, que tinham entre 10 e 13 anos, com oferta de internet, jogos de celular, churrasco e até pagamentos. Os crimes eram praticados de forma individual e em grupo, conforme a sentença.
De acordo com a Justiça, o homem fazia churrascos e chamava as vítimas. No quarto, ele conversava sobre temas obscenos, mostrava vídeos sexuais e as chamava para reproduzir as práticas.
Na decisão, a juíza ressaltou a importância da palavra das vítimas no julgamento desse tipo de crime e destacou os danos que sofrem. “Crimes dessa natureza trazem consequências assoladoras para a vítima, causando traumas que irão influenciar diretamente na personalidade e emoções daquela no decorrer de sua vida adulta”, declarou.
Conforme o TJ-RO, os crimes foram descobertos quando a mãe de uma das vítimas percebeu que o filho tinha uma marca roxa no pescoço e, ao questionar o que havia ocorrido, o menino ficou envergonhado e não quis revelar.
Após dias com comportamento diferente, chorando e sem se alimentar direito, o irmão mais novo do menino revelou à mãe que os dois eram abusados pelo criminoso. Ele disse que sentia vergonha e medo de apanhar caso contasse o que acontecia.
Segundo o tribunal, a mãe disse emocionada em juízo que se sentia culpada porque conhecia o agressor há muitos anos, o tinha como da família e “nunca imaginou que isso pudesse acontecer no sítio onde moravam”.
A mulher informou também que o criminoso parecia ter uma “conduta exemplar”, incentivando as vítimas a irem para a igreja e escola e não deixando que falassem palavrões.
Por conta do tempo da pena e de se tratar de um crime hediondo, a juíza Claudia Mara da Silva Fernandes determinou que a pena comece a ser cumprida em regime fechado.

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Fonte: G1 Rondônia

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