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Rondônia registra aumento de 485% nos casos de dengue nos oito primeiros meses deste ano


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De janeiro a agosto de 2020, estado teve 2.791 diagnósticos confirmados. Casos de Zika também obtiveram aumento e Chikungunya redução. Mosquito Aedes aegypti é o tranmissor da zika, dengue e chikungunya.
Rodrigo Méxas e Raquel Portugal/Fundação Oswaldo Cruz/Divulgação
Este ano os casos confirmados de dengue cresceram quase 500% no estado de Rondônia em comparação com o mesmo período de 2019. Os dados são da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa).
De janeiro a agosto de 2019, foram confirmados 477 casos de dengue no estado. Já no mesmo período de 2020, Rondônia possui 2.791 confirmações, o que representa um crescimento de 485%, como mostra a tabela abaixo:
Casos de dengue em Rondônia
Agevisa/Reprodução
O motivo do aumento pode ter sido o descuido das medidas de prevenção. Segundo a Agevisa, o criadouro predominante no estado é o lixo, por isso a população precisa se conscientizar, deixar os quintais limpos e descartar os lixos de forma correta.
Além da dengue, o mosquito Aedes Aegypti também transmite Zika Vírus e Chikungunya. Foi contabilizada a queda de 30% dos casos confirmados da Chikungunya e aumento de 43% de Zika Vírus.
Transmissão
Aedes Aegypti é o nome científico do pernilongo que transmite as doenças chamadas arboviroses: dengue, febre amarela urbana, Zika e Chikungunya. Ele possui listras brancas no tronco, cabeça e pernas, característica que o diferencia dos demais mosquitos.
Segundo o Ministério da Saúde, o período do verão é o mais propício à proliferação do mosquito Aedes Aegypti, por causa das chuvas, e consequentemente é a época de maior risco de infecção por essas doenças, já que o vetor se desenvolve em águas paradas limpas ou sujas.
Os principais focos de criação dos mosquitos podem ser pneus e outros matérias rodantes, além de recipientes plásticos, latas, sucatas e entulhos.
Conforme dados do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), a transição da estação seca (verão amazônico) para a chuvosa (inverno amazônico) compreende os meses de setembro, outubro e novembro, o que pode agravar ainda mais a situação da proliferação dos criadouros dos mosquitos.
Sintomas
Apesar do mesmo mosquito transmitir as três doenças, os sintomas se diferem. No caso da dengue, os sintomas costumam ser de dor atrás dos olhos acompanhada de febre alta.
O Zika vírus promove febre baixa, manchas na pele e coceira, podendo causar microcefalia em bebês nascidos de gestantes infectadas. Já a Chikungunya desenvolve dores nos pulsos, mãos e tornozelos, acompanhada de inchaços e erupções na pele.
Em caso de suspeita, é indicado não se automedicar e sim, procurar uma unidade básica de saúde pois, nela, um profissional deve dar diagnóstico correto e a receita.

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Fonte: G1 Rondônia

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