Faltou acreditar

O candidato ao senado pelo PSL, Jaime Bagattoli bateu na trave para dar um presente aos rondonienses, que seria tirar Confúcio Moura da vida pública. Faltaram pouco mais de 20 mil votos para que isso acontecesse e ele só perdeu por não ter acreditado um pouco mais em sua candidatura. Sua assessoria havia feito contato comigo para ajuda-lo em sua campanha em Porto Velho. Eu disse que ajudaria, inclusive o convidei para dar entrevista a PAINEL POLÍTICO (e não cobramos por isso), e que seria muito importante que ele viesse a Porto Velho para participar de eventos e se apresentar à população. Ele achou que não precisava. E Rondônia vai amargar 8 anos com Confúcio Moura no Senado (ou não, vai que dá um surto no STF e eles o despacham logo da cadeira).

Todos querem Bolsonaro

Nesta segunda-feira, Marcos Rocha (PSL) que vai disputar com Expedito Júnior (PSDB) o segundo turno das eleições em Rondônia, tratou de fazer correr um vídeo gravado por Jair Bolsonaro (que disputará segundo turno com Haddad) pedindo que a população de Rondônia “se puder” vote em Rocha. Expedito Júnior por sua vez tratou de lembrar que seu senador eleito no domingo, Marcos Rogério, além dele próprio, são partidários de Bolsonaro e que seria “uma incoerência” qualquer outro caminho que não fosse apoiar a candidatura presidencial. Com isso, Jair Bolsonaro deverá ter uma estrondosa votação em Rondônia.

Desafio

Expedito Júnior terá um grande desafio pela frente nos próximos 20 dias. Vai nadar contra uma onda política que varreu o país, renovando grande parte do Congresso, Assembleias e governos estaduais. Júnior vai lidar com situação igual passou Léo Moraes em 2016 com Hildon Chaves quando o atual prefeito se vendeu como “novidade” tachando Léo de “velha política”. Marcos Rocha não é nenhuma novidade, pelo contrário, fez parte do governo Confúcio Moura e sofre uma rejeição altíssima entre os servidores da segurança pública. Nos próximos 20 dias ele terá que explicar muita coisa que não foi explicada em primeiro turno porque seus adversários não acreditavam em sua ida ao segundo turno. Como por exemplo, o fato dele ter pago a si mesmo, R$ 88.600 em seguro pecúnia, quando ele recusava pagar para qualquer outro servidor no período em que foi secretário, conforme mostramos em 2015.

Evidente

Que se ele capitalizar o momento político de forma adequada, pode fechar o processo eleitoral não apenas vitorioso, mas com uma enxurrada de votos, porém, se se perder ou precipitar, corre o risco de sofrer uma derrota estrondosa. A conferir nos próximos dias.

De qualquer forma

Marcos Rocha é um vencedor. Fez uma campanha enxuta, literalmente “na sola do sapato” e conseguiu desbancar, contra todas as previsões, a vaga de Maurão de Carvalho no segundo turno, que fez uma campanha forte, com representantes em todo o Estado e terminou batendo na trave. Maurão sai do processo bem maior do que entrou.

Mico da eleição

Geraldo da Rondônia (PSC), deputado estadual que disputou a reeleição, se precipitou nas comemorações e pouco antes de ser divulgado o resultado oficial pelo Tribunal Superior Eleitoral, saiu às ruas em carreata, com fogos e muito barulho, para comemorar sua reeleição. O problema é que em seguida veio o resultado e ele não foi reeleito. E para piorar sua situação, vídeos mostram Geraldo percorrendo ruas, agradecendo eleitores e fazendo a festa.

Geraldo fez 9.433 votos, mas sua coligação (PMN, PSC e PCdoB) conseguiu reeleger um único deputado, Dr. Neidson (PMN), que fez 266 votos a mais do que o aliado defenestrado.

 

Aposentados

Valdir e Marinha Raupp sofreram um baque que não esperavam. Ambos perderam os mandatos e sentiram o peso da rejeição por suas escolhas no Congresso. Os dois sempre votaram com o MDB, no impeachment, nas reformas impopulares de Michel Temer, acreditando que isso não os afetaria. Raupp também se viu às voltas com denúncias de envolvimento na Lava-Jato, o que lhe custou uma tremenda dor de cabeça.https://www.youtube.com/watch?v=vG2Us5om_oA