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Fúria não precisa da imprensa. Será?

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Ricardo Brandão
Jornalista do site Portalrondonia.com com mais de 15 anos no jornalismo [email protected]

Mesmo tendo como candidato a vice o empresário e jornalista Everton Leoni, que, ao contrário de Fúria, demonstra respeito pelos profissionais de imprensa, o candidato Adailton Fúria (PSD), segundo informações de bastidores, teria ficado chateado e demitido o profissional responsável pelo marketing de sua campanha após uma desastrosa informação divulgada como “fake news”.

A informação atribuía ao candidato Marcos Rogério (PL) a destinação de cerca de R$ 14 milhões para o Museu da Bíblia, em Brasília. Marcos Rogério, porém, contestou a informação e apresentou dados indicando que o valor destinado teria sido de aproximadamente R$ 480 mil reais.

A situação levanta uma questão: será que Fúria, ao atuar também como jornalista, acabou divulgando uma informação sem a devida apuração? No jornalismo, um profissional iniciante é conhecido como “foca”, justamente por ainda estar em processo de aprendizado e amadurecimento na profissão.

Jornalistas de Rondônia, como Cícero Moura e Rubens Coutinho, em vídeos publicados em suas redes sociais, questionaram a postura de Fúria e sua maneira de conduzir a comunicação da campanha.

 

 

Uma campanha eleitoral exige uma comunicação eficiente, com informações bem apuradas, textos claros e uma estratégia capaz de aproximar o candidato do eleitor. O problema é quando o candidato tenta concentrar todas as funções: ser jornalista, assessor, marqueteiro e, ao mesmo tempo, responsável por todas as decisões de comunicação.

É difícil vender essa postura como o modelo “novo” que Fúria apresenta aos quatro cantos do Estado. Respeitar cada profissão e ouvir críticas, inclusive aquelas que podem ser construtivas, é um sinal importante para quem pretende governar. O problema é quando qualquer crítica é interpretada de forma negativa por quem deveria estar preparado para recebê-la.

Fúria parece acreditar que suas redes sociais são o principal pilar de sua eleição. Apostar exclusivamente nesse modelo de comunicação pode ser um erro e já começa a provocar desgaste em seus discursos, que também enfrentam dificuldades para se desvincular politicamente de seu padrinho, o atual governador Marcos Rocha (PSD).

Nos bastidores, a insatisfação também estaria crescendo entre parlamentares e lideranças que apoiam a candidatura. Alguns deputados já sinalizariam disposição para “chutar o balde” e deixar o barco, diante da insistência de Fúria em concentrar seu apoio político na candidatura de sua esposa, Juliane Fúria, movimento que teria provocado uma espécie de rebelião interna na campanha.

No fim das contas, fica a pergunta: Fúria realmente acredita que pode fazer tudo sozinho e que não precisa da imprensa?

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Brasil Digital
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