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Rondônia, quarta, 23 de junho de 2021.



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Falta de chips leva montadoras a repensar pedidos ‘just-in-time’


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Um século depois que as montadoras mostraram ao mundo o valor das linhas de montagem, a escassez de semicondutores dá à indústria uma lição sobre o que é necessário para fabricar um carro.

Durante a maior parte de sua história, o setor confiou em uma abordagem distinta para comprar autopeças, adquirindo componentes de fornecedores no momento em que eram necessários. O sistema é conhecido como fabricação “just-in-time” e é projetado para agilizar a produção e eliminar os custos de manter os depósitos cheios com peças esperando para serem usadas.


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Mas as deficiências desse sistema ficaram evidentes este ano, quando montadoras não tinham os chips necessários para incorporar funções avançadas em seus veículos e foram para o fim da fila dos clientes de fabricantes de semicondutores por causa do sistema just-in-time. Essa escassez ameaça reduzir as vendas do setor em US$ 110 bilhões e também leva montadoras a reformular como obtêm os componentes eletrônicos que se tornaram essenciais para o design contemporâneo dos automóveis.

“Os clientes precisam mudar”, disse Hassane El-Khoury, diretor-presidente da ON Semiconductor, que recebe mais de um terço de sua receita do mercado automotivo. “Essa mentalidade just-in-time não funciona.”

Fabricantes de semicondutores estão exigindo pedidos garantidos de longo prazo, em vez da flexibilidade de curto prazo à qual montadoras estão acostumadas. A assertividade dos fabricantes de chips, mesmo sob pressão de políticos, destaca o reequilíbrio de poder, que migra das empresas cujos logotipos estão nos carros para aquelas que fornecem a tecnologia avançada no comando.

Como esses componentes têm maior peso em tudo, desde entretenimento para o carro até funções de direção autônoma, fabricantes de chips dizem que estão dispostas a investir na expansão da produção para evitar uma repetição da escassez que levou à paralisação de fábricas e licenças de trabalhadores – caso as montadoras façam pedidos que não possam ser cancelados e se comprometam com contratos de longo prazo.

“Por que eu investiria um único dólar se meu cliente pode cancelar em 30 dias e levo dois anos para construir capacidade?”, disse El-Khoury, da ON Semiconductor.

Há sinais de que as montadoras estão ouvindo. Na semana passada, o CEO da Ford, Jim Farley, indicou disposição de reverter décadas de terceirização de peças.

“Com a mudança da indústria, temos que fornecer internamente agora, assim como fornecemos os trens de força nos anos 20 e 30”, disse Farley, que fechou metade das fábricas e cujos revendedores ficaram com pátios vazios por causa da falta de chips.

<span class=”hidden”>-</span>Bloomberg e IDC/Bloomberg

Fonte: Revista Exame

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