Política

Justiça manda fechar comércio de Ariquemes; Veja a decisão

Compartilhe:

Publicado por

em

Foto de Ricardo Brandão
Ricardo Brandão
Jornalista do site Portalrondonia.com com mais de 15 anos no jornalismo [email protected]

“Município deve focar primeiro nas vidas ameaçadas e não na economia”, diz juíza ao mandar fechar comércio de Ariquemes

Com informações do Rondoniagora.com

A juíza Juliana Couto Matheus Maldonado suspendeu os efeitos do decreto 16.385, do prefeito de Ariquemes, Thiago Flores, que no final de semana determinou a reabertura do comércio da cidade em meio a pandemia provocada pelo Coronavírus. A magistrada atendeu pedido da Defensoria Pública no domingo e concordou com os argumentos, deixando claro que o Município “deve focar primeiro das vidas ameaças e não na economia”.

A Defensoria Pública de Ariquemes pediu na ação cautelar a suspensão do decreto, pelo menos até que o Município desenvolva ações firmes no combate à doença. De acordo com a Defensoria o isolamento social é preconizado pela OMS e Ministério da Saúde, sendo estratégia consagrada para se evitar contágios.

Para a Defensoria, o retorno do comércio e liberação para funcionamento de várias atividades não pode acontecer até que o Município disponha de kits para exames em massa, EPIS em quantidade suficiente para agentes públicos que prestam serviços públicos a população, leitos de UTI em quantidade suficiente para atender a população durante a pandemia e por fim estrutura e coordenação das redes de saúde municipal, que deverão ser previamente ouvidas as recomendações das autoridades sanitárias.

Ao decidir, a magistrada cita o decreto do governador Marcos Rocha, do domingo, que definiu o dia 12 de abril a data para que que os municípios observem e analisem a possível reabertura dos comércios, mas somente se a doença tiver números baixos. Para ela, a princípio o decreto estadual pode e deve vincular os municípios, “sem, contudo, caracterizar ingerência indevida, afinal o sistema único de saúde é organizado em rede regionalizada e hierarquizada.

A juíza diz que a imposição de distanciamento social seletivo e não amplo, como fez o prefeito, contraria a estratégia do Ministério da Saúde. “O Município deve focar primeiro nas vidas ameaçadas e não na economia local”. Para Juliana Couto, “o prefeito deveria seguir a estratégia de outros países e do governo federal em preparar a gestão da saúde local para enfrentamento do vírus no ápice da curva de transmissão e óbitos em abril e maio com a aquisição de equipamentos (leitos, UTIs, testes laboratoriais, respiradores e equipes de saúde em quantidade suficientes”.

A magistrada considerou ainda que “o ato administrativo do prefeito de Ariquemes representa uma disfunção política, pois o rompimento do distanciamento mais amplo (horizontal) é ato que viola o direito fundamental à saúde do cidadão ariquemense, com destaque para o pobre que será o maior necessitado do serviço de saúde no ápice da pandemia em abril e maio”

A juíza estipulou ainda multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento de sua decisão, ou que Thiago Flores edite decreto parecido para burlar sua decisão.

 

autovema Mitsubihi Autovema CVC VEM PRA FIMCA SICREDI Unisapiens

Brasil Digital
Compartilhe: