PublicidadeDJ90

Com informações do Rondoniagora.com

A presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários e Socioeducadores de Rondônia (Singeperon), Daihane Gomes, afirmou na tarde desta quinta-feira (17) que está mantida a greve da categoria, a partir desta sexta-feira (18), mesmo após decisão do desembargador Roosevelt Queiroz Costa, do Tribunal de Justiça de Rondônia, que determinou a paralisação do movimento sob pena de multa diária de R$ 50 mil. Daihane Gomes alegou que não foi informada oficialmente da decisão e por isso está mantida a greve por tempo indeterminado.

De acordo com a presidente, mesmo que fosse intimada, não poderia fazer muita coisa, pois a greve foi deliberada em assembleia. A presidente disse ainda que vai manter a greve por estarem dentro da legalidade e garantiu que todos os órgãos foram informados no prazo de 72 horas como manda a Lei. “Nós da presidência não fomos informados até o momento, tudo foi feito dentro da legalidade e a gente não pode fazer nada porque a decisão da greve foi decidia pela classe de trabalhadores”, disse Daihane.

Segundo a presidente não foram cumpridos acordos judiciais e promessas por parte do Governo.

Ao mandar suspender a greve, o desembargador Roosevelt afirmou que a decisão do acordo do ano passado, ainda não transitou em julgado e que houve mudança na estrutura do comando do Governo.

O magistrado também registrou que em outras decisões do Tribunal de Justiça, greves de agentes penitenciários já foram consideradas ilegais.

O desembargador considerou ainda na decisão que suspendeu a greve as reiteradas decisões do Supremo Tribunal Federal contrárias a paralisações de servidores da área de segurança pública. “A categoria representada pelo Singeperon exerce atividades correlatas, responsáveis pela ordem pública dentro dos presídios e pela incolumidade das pessoas que estão sob a custódia do Estado.”

Veja o que diz a presidente do Singeperon: