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Batalhão da PM reduz casos de vandalismo e aumenta aproveitamento escolar na zona Leste de Porto Velho

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Há oito semanas sendo desenvolvido na Escola Estadual Ulisses Guimarães, o Projeto Respeito e Disciplina, coordenado pelo 5° Batalhão da Polícia Militar, está mudando a realidade da instituição localizada no Bairro Jardim Santana, Zona Leste de Porto Velho.

O projeto trabalha com cerca de 550 alunos do período matutino, faixa etária de 12 a 15 anos, e três policiais são responsáveis pelo desenvolvimento das atividades. “De segunda a sexta-feira estamos na escola e toda semana elegemos um xerife entre os alunos de cada turma para ‘monitorar’ as faltas e o comportamento dos colegas. Eles fazem um relatório e nos passam para que possamos interagir com os adolescentes que não conseguem manter o respeito e a disciplina na sala de aula”, explica o cabo PM Jeimison de Brito.

Segundo o vice-diretor da escola, Valdeci Ramos dos Santos, os casos de invasão à instituição por vândalos e usuários de drogas caíram em 100% após a colaboração efetiva da PM dentro do ambiente escolar. “Eles pulavam o muro e nós não conseguíamos fazê-los sair. A violência também era marcante. Alguns alunos traziam simulacros e armas brancas para a escola, além de bebidas alcoólicas e drogas. Isso tudo mudou consideravelmente. O comportamento dos nossos alunos é outro após esse projeto ser implantado”.

O cabo PM Marcos Miranda conta que uma das medidas tomadas foi a exigência de um crachá, que cada professor tem dois, para autorizar a saídas dos alunos da sala para ir ao banheiro ou beber água. Somente devidamente autorizados pelos professores os alunos podem circular no pátio em horário de aula. “O xerife, como a cada semana é trocado, também pode ser um aluno de comportamento duvidável. Isso gera consciência nesse adolescente. Caso outro colega não queira respeitar o professor e as regras da escola, ele consegue enxergar e se colocar no lugar do professor, entendendo a importância da disciplina”, justifica.

Na escola, de região periférica e condições sociais mais difíceis, há casos de alunos em famílias desestruturadas e histórias que passam pela compreensão dos policiais para que o trabalho seja eficiente. “Nós conversamos com os que apresentam esses problemas, realizamos palestras sobre civismo, os riscos do uso de álcool e drogas, e incentivamos sempre a educação como meio essencial para melhoria de vida”, diz a aluna cabo PM Jéssica Lima.

A instituição pública é a primeira a ser beneficiada com o projeto. O aluno Gustavo Miranda, 15 anos, foi o primeiro xerife nomeado quando as atividades começaram a serem desenvolvidas, o projeto ensina os alunos sobre como o professor se sente ao ser desrespeitado, e também ensina o respeito entre os colegas e no ambiente familiar.

O vice-diretor diz que a resistência no início existia, principalmente em relação ao momento cívico, agora realizado uma vez por semana. “Tinha alunos que nem sabiam cantar o hino nacional, e que ficavam fora da escola ou se escondiam nas salas para não participar, mas atualmente eles já estão acompanhando e gostando de fazer parte do projeto”.

Vanda Machado, professora de Língua Portuguesa, acrescenta que com disciplina é possível maior rendimento. “Eles estão se saindo muito melhor, não só no comportamento, mas no aproveitamento escolar também. Esse projeto veio dos céus para nós, que já estávamos sem saber como fazer para melhorar aquelas condições, sem contar o medo de estar na sala de aula e ser ameaçada pela violência e a invasão dos vândalos. Com índices sociais decaídos na periferia, eu me sinto agraciada por essa iniciativa. Contamos muito também com a Patrulha Escolar, que sempre vem nos dar o apoio nos períodos da tarde e noite, e a presença policial só nos trouxe mais tranquilidade e ânimo para trabalhar”, conta.

A apresentação da turma a cada troca de tempo e professor na sala de aula é no padrão militar, que em posição de sentido recebem os mestres dentro da disciplina e respeito. Vanessa Picette, 13 anos, xerife desta semana na turma do 8° ano B, afirma que a bagunça acabou no horário da aula, e a segurança de não ter mais pessoas estranhas invadindo a escola é uma das vantagens. “Isso com certeza também vai influenciar no nosso comportamento na rua e em casa”.

Os xerifes de cada semana recebem certificados de colaboração, o que para eles é uma forma de compensação pelo bom desempenho. “Tem gente que vê o policial como inimigo e os bandidos como amigos. Mas agora isso está mudando para muitos colegas. Nós temos que ver o policial como herói, porque é isso que eles representam para nós”, finaliza o aluno de 14 anos do 8° ano A, Venâncio Corrêa.

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