Estimativa é realizar mais de 340 mil operações em todo o país para atender produtores rurais de diferentes portes, em diversas culturas agrícolas e pecuária
Produtores rurais associados do Sicredi terão R$ 72,1 bilhões para desenvolver suas atividades na safra 2026/2027. O montante é 4,4% maior que o ano anterior e a projeção é atender cerca de 340 mil operações em todo o país. As diversas linhas que atendem as necessidades dos produtores rurais, de diferentes portes, e já estão disponíveis nas cooperativas e podem ser acessadas para apoiar o custeio, investimento, comercialização e industrialização do agronegócio brasileiro. Na safra 2025/2026, o Sicredi concedeu R$ 69 bilhões em mais de 320 mil operações. O novo ciclo começou em 1° de julho e segue até 30 de junho de 2027.
Do total previsto para este novo ciclo, a expectativa é liberar R$ 27,6 bilhões para operações de custeio, R$ 15,4 bilhões para investimentos e R$ 2 bilhões para comercialização e industrialização, a nível nacional. A instituição financeira cooperativa prevê ainda a concessão de R$ 18 bilhões em créditos por meio de Cédulas de Produto Rural (CPR). Além disso, R$ 9 bilhões correspondem a operações de crédito em moeda estrangeira (linhas dolarizadas), atendendo os produtores ligados diretamente à cadeia de exportação e oferecendo alternativas competitivas para o planejamento financeiro do setor.

Como um importante e consolidado parceiro dos pequenos e médios produtores rurais, o Sicredi direciona grande parte dos recursos para o fortalecimento da base da produção agrícola nacional. Para a agricultura familiar serão disponibilizados R$ 13,3 bilhões, já para os produtores de médio porte serão destinados R$ 14,6 bilhões. Os pequenos e médios produtores concentram 88% do total de operações previstas. Aos demais produtores serão disponibilizados R$ 17,1 bilhões.
Mato Grosso e região Norte
Na área de atuação que compreende os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e algumas cidades de Goiás, o Sicredi vai disponibilizar R$ 10,7 bilhões em recursos para este Plano Safra, incluindo crédito rural (custeio, investimento, comercialização e industrialização), CPR, moeda estrangeira, fundos e recursos do BNDES.
Por público, considerando apenas os recursos de fonte crédito rural, a agricultura familiar terá disponível cerca de R$ 190,1 milhões, médios produtores terão R$ 622 milhões e os demais produtores terão R$ 1,2 bilhão. Outros recursos planejados que podem ser liberados para os públicos da agricultura familiar, médios produtores e agricultura empresarial incluem R$ 3,6 bilhões em moeda estrangeira, R$ 2,2 bilhões via BNDES e R$ 1,5 milhão em fundos. A expectativa é realizar cerca de 17,5 mil operações na região.
“Somos uma instituição financeira oriunda da agricultura e está na nossa essência o apoio aos produtores rurais. É por isso que a cada ano nos esforçamos para aumentar o volume de recursos disponíveis, com o diferencial de que fazemos um atendimento consultivo, assertivo, que visa o desenvolvimento do produtor rural associado, para fazer a diferença no negócio dele e no seu entorno, seja ele da agricultura familiar, pequeno, médio ou grande produtor”, afirma o presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof.
Com uma carteira de crédito agro de R$ 121 bilhões em saldo no Brasil, sendo R$ 24 bilhões na região, o Sicredi se mantém como a instituição financeira privada que mais concede crédito rural no país. Em um ano que o clima será um desafio em consequência das previsões relacionadas ao El Niño, a instituição financeira cooperativa se aproxima ainda mais dos associados e recomenda o planejamento detalhado da safra, do plantio à colheita.
Nesse sentido, a consultora de crédito rural do Sicredi, Cristiane Sassagima afirma que para esta safra é importante considerar não só o planejamento financeiro, mas também o planejamento de gestão de risco, incluindo a contratação de seguro para atenuar os efeitos de possíveis intempéries climáticas.
Balanço da safra 2025/2026

No ciclo 2025/2026, o Sicredi liberou um volume recorde de financiamento aos produtores rurais. Foram R$ 69 bilhões em mais de 320 mil operações, considerando R$ 16,9 bilhões em CPR. Os principais públicos atendidos foram os pequenos e médios produtores, que concentraram 88% do total de operações realizadas.
Apesar do cenário desafiador, o desempenho da instituição contou com capacidade de adaptação ao cenário macroeconômico e manteve sua forte relevância no crédito rural nacional, registrando R$ 18,7 bilhões em Investimento, R$ 25,6 bilhões em Custeio e R$ 2 bilhões em Industrialização e Comercialização.
Na região que compreende os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e algumas cidades de Goiás, as cooperativas liberaram R$ 10,5 bilhões até 30 de junho. Deste total o destaque foi para moeda estrangeira, com R$ 3,2 bilhões, recursos direcionados com R$ 2,9 bilhões, crédito rural com R$ 2,1 bilhões e CPR com R$ 2,1 bilhões, que juntos somaram mais de 16,8 mil operações.






