Docentes da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) se unem a pesquisadores da Oxford Brookes University e Goldsmiths – University of London no projeto “Co-criando futuros sustentáveis: amplificando vozes indígenas da Amazônia por meio de uma parceria educacional Reino Unido-Brasil”.
A ação visa fortalecer a inclusão digital, a comunicação voltada à sustentabilidade, a descolonização curricular e a educação transnacional na Amazônia brasileira para estudantes indígenas de Rondônia.
A equipe multidisciplinar é composta por Dra. Carolina Redolfi e Dr. Junior Oliveira (Oxford Brookes University); Dra. Nara Luisa Reis, Dr. João Gilberto, Dra. Evelyn Morales e Dra. Neiva Araujo (UNIR); e Dra. Luciana Velloso (Goldsmiths, University of London).
O projeto, em andamento desde janeiro de 2026, realizou workshops com diálogos conceituais e práticos entre professoras e professores de Rondônia e Reino Unido, que resultaram na organização de um curso híbrido sobre marketing digital e storytelling voltado à sustentabilidade, desenvolvido especificamente para estudantes de comunidades indígenas e tradicionais.
A etapa presencial iniciará em junho de 2026 na UNIR, em Ji-Paraná, em parceria com o Curso de Licenciatura em Educação Básica Intercultural e apoio da direção local do campus. Os demais encontros estão divididos em três módulos online, com cinco aulas cada, programados para realização entre os meses de junho a novembro.
Carolina Redolfi, professora da Oxford Brookes University e coordenadora do projeto no Reino Unido, explica que esta é uma oportunidade de fortalecimento e estreitamento educacional de laços entre os dois países, além de contribuir para trocas de experiências sobre comunicação e divulgação de narrativas com protagonismo dos estudantes indígenas.
O projeto é financiado pelo programa Going Global Partnerships, do British Council, sendo uma oportunidade para materializar a internacionalização das ações da UNIR e gerar visibilidade sobre a realidade dos povos e estudantes amazônicos. “É uma iniciativa que envolve intercâmbio de diferentes formas de conhecimento entre pesquisadores e estudantes dos países parceiros”, destaca Nara Luisa Reis de Andrade, professora da Universidade Federal de Rondônia, coordenadora do projeto no Brasil.
As ações dos módulos serão finalizadas com um showcase híbrido em 2027, com apresentação das campanhas elaboradas pelos cursistas ao público no Brasil e no Reino Unido. Haverá também um relatório conjunto sobre educação transnacional e um artigo acadêmico com recomendações para modelos inclusivos e escaláveis de educação internacional. “A iniciativa cria espaço para aprender ‘com’ os povos amazônicos, e não apenas ‘sobre’ eles, reimaginando a educação transnacional como um processo verdadeiramente recíproco”, conclui Luciana Velloso, professora da Goldsmiths, University of London e parceira associada ao projeto no Reino Unido.
O projeto é nomeado pelas palavras “Yak Kanã”, originárias do povo indígena Arara, da Terra Indígena Igarapé Lourdes, de Ji-Paraná, que significa coletividade e compartilhamento de conhecimento.
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Fonte: Coletivo Yak Kanã




