A investigação policial sobre o assassinato da professora e policial civil Juliana Lima Mattos Santiago, de 41 anos, aponta que o crime foi motivado por frustração amorosa, e não por vínculo entre autor e vítima, conforme esclareceu a delegada Leisaloma Carvalho em entrevista oficial em Porto Velho (RO).
Segundo a Polícia Civil, o suspeito — aluno da instituição onde ela lecionava — alegou que teria um relacionamento amoroso com Juliana, mas essa versão foi descartada pelas autoridades. A delegada destacou que a professora não tinha qualquer ligação íntima com o autor e havia deixado claro que não aceitava seus avanços, reforçando que Juliana explicou as limitações entre aluno e professora de acordo com normas acadêmicas.
Frustração e rejeição como motivação
Investigações preliminares indicam que o agressor teria ficado frustrado ao ver postagens da vítima ao lado de seu namorado nas redes sociais, o que teria desencadeado um sentimento de rejeição. A delegada ressaltou que há indícios de que ele não suportou o fato de ter sido rejeitado e não correspondido emocionalmente.
Motivações e versões descartadas
A Polícia Civil também descartou outras hipóteses, como notas baixas ou conflitos acadêmicos, e afirmou que o suspeito tinha desempenho satisfatório. A investigação segue em andamento e não descarta a possibilidade de crime premeditado. Juliana foi morta em sala de aula no que está sendo apurado como um caso de feminicídio, considerando o sentimento de posse e desprezo demonstrado pelo agressor.
Contexto do crime
O ataque ocorreu na última sexta-feira dentro de uma sala de aula. O suspeito foi preso ainda no local pela Polícia Civil, e o inquérito policial está em seus estágios iniciais, com coleta de provas técnicas e oitivas para embasar a denúncia e futura acusação formal.






