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Deputados exigem exoneração de comandante-geral da PM; Vídeo

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Ricardo Brandão
Jornalista do site Portalrondonia.com com mais de 15 anos no jornalismo [email protected]

Em sessão extraordinária realizada nesta segunda-feira (29), os parlamentares estaduais trouxeram a público o que até então circulava apenas nos bastidores políticos. O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Regis Braguin, passou a ser alvo de graves acusações, entre elas agressão contra uma mulher e flagrante na blitz da Lei Seca, quando conduzia um carro cautelado.

O deputado Ismael Crispin afirmou que vinha refletindo sobre as declarações feitas dias antes pelo vereador Fernando Silva, durante audiência pública que discutia o reajuste salarial dos praças da PM. Na ocasião, o vereador apresentou um Boletim de Ocorrência que apontaria agressão cometida por Braguin contra uma mulher.

“Esta Casa recebeu uma denúncia séria e considero necessária uma manifestação. Quando o vereador Fernando Silva apresentou um Boletim de Ocorrência envolvendo violência contra a mulher atribuída ao coronel Braguin, fiquei pensando: o que as mulheres do nosso Estado de Rondônia estão sentindo agora, ao saber que quem tem a obrigação de proteger está sob o comando de alguém com um registro dessa natureza?”, questionou Crispin.

O parlamentar também apelou à sensatez do governador Marcos Rocha, ressaltando que, além da acusação de violência doméstica, o comandante-geral teria sido flagrado em uma fiscalização da Lei Seca conduzindo um veículo cautelado, abastecido com recursos públicos. Crispin informou que encaminhou questionamentos à Corregedoria da Polícia Militar, anexando o Auto de Infração nº 251040001.

“O que de fato aconteceu? Houve providências? As informações internas da PM sobre a fiscalização da Lei Seca que flagrou o comandante-geral são verdadeiras?”, indagou o deputado.

Requerimento coletivo pede exoneração de Braguin

Durante a sessão, a deputada estadual Cláudia de Jesus sugeriu a apresentação de um requerimento coletivo solicitando a exoneração imediata do coronel Regis Braguin do comando da Polícia Militar.

“É vergonhoso que alguém respondendo com base na Lei Maria da Penha ocupe um cargo tão elevado, que deveria servir de exemplo”, afirmou a parlamentar.

A deputada Ieda Chaves também se manifestou, classificando como incoerente a permanência de Braguin à frente da corporação diante das denúncias apresentadas.

Frase polêmica gera reação no plenário

Ainda durante os debates, uma declaração do deputado Eyder Brasil provocou forte reação. Ao defender o comandante-geral, Eyder afirmou que as supostas agressões contra a esposa — uma delegada de Polícia — teriam ocorrido “no calor da emoção”.

A fala foi duramente rechaçada pelas deputadas Ieda Chaves e Cláudia de Jesus, que acusaram o colega de tentar minimizar um claro caso de violência doméstica.

Vereador já denunciava perseguição e covardia

Antes mesmo das denúncias ganharem repercussão no Legislativo estadual, o vereador Fernando Silva já vinha alertando, tanto nas redes sociais quanto da tribuna da Câmara Municipal, para o que classificava como “perseguição e covardia do comandante-geral da PM” contra praças que cobravam publicamente o cumprimento de acordos salariais firmados com a corporação.

Fernando, que também integra a Polícia Militar, responde atualmente a um Inquérito Policial Militar (IPM), juntamente com outros colegas, por terem questionado o alto comando da PM. Durante a audiência pública, ele apresentou o Boletim de Ocorrência que relata a agressão atribuída a Braguin.

No dia da audiência, o deputado Eyder Brasil não permitiu que o vereador se prolongasse sobre o assunto.

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