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Crise Fiscal: Governador Marcos Rocha desiste de concorrer ao senado

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Ricardo Brandão
Jornalista do site Portalrondonia.com com mais de 15 anos no jornalismo [email protected]

A crise fiscal que se avoluma em sua gestão ajuda a explicar a cautela. Os alertas do Tribunal de Contas do Estado não são pontuais nem triviais.

Saúde

Na Secretaria de Estado da Saúde, o rombo revelado — com passivo estimado em R$ 360 milhões — expõe falhas graves de planejamento e gestão. Despesas sem cobertura orçamentária, ausência de contratos formais em áreas sensíveis como a neonatal do Hospital de Base e pagamentos feitos por reconhecimento de dívida formam um quadro que ameaça a continuidade de serviços essenciais.

Segurança

No campo da segurança pública, outro flanco delicado. O reajuste escalonado concedido às forças de segurança, embora politicamente popular, foi encaminhado sem a devida compensação fiscal.

O resultado é um impacto crescente e explosivo: de R$ 1,2 bilhão em 2023 para R$ 2,2 bilhões em 2026, quando a última parcela será paga. Trata-se de uma conta pesada, que pressiona o orçamento e reduz a margem de manobra do governo nos próximos anos.

Sangria Fiscal

Nesse contexto, a desistência “momentânea” da candidatura ao Senado acaba arrastando consigo os planos eleitorais da família Rocha, enfraquecendo um projeto político que parecia desenhado para 2026.

Resta saber se o governador conseguirá, no tempo que lhe resta, estancar a sangria fiscal, reorganizar a casa e recuperar credibilidade administrativa — ou se o anúncio não passará, como avaliam lideranças ouvidas nos bastidores, de mais uma jogada para ganhar fôlego em meio à tempestade.

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