Lá se vão 120 dias sem o Luiz Guilherme… Quanta saudade aperta meu coração! A saudade do meu filho só aumenta, mas procuro canalizá-la nos bons momentos que vivemos juntos.
Sabe a tia Lidemara — era assim, carinhosamente, que você a chamava — como ela te ama, meu filho! Todos os dias sente saudade de você. Mas, como sempre dizemos, o que nos fortalece são as lembranças dos bons momentos que passamos.
Hoje, já não consigo mais andar pelos corredores, ver seus amigos conversando na hora do recreio, entrar na sala de aula onde você estudava, falar com seus colegas… Em setembro, fui desligado do Colégio Salesianas Laura Vicuña, onde você começou a estudar ainda bem pequeno, na Educação Infantil. Aquele lugar era um refúgio para mim, um espaço que guardava tantas lembranças boas dos momentos que vivemos juntos.
Quanta falta você faz, meu filho… A vida, às vezes, nos prega peças que não conseguimos entender, mas o que nos mantém de pé são as lembranças dos tempos felizes.
Seu tio Carioca, que tinha por você um carinho especial — lembro bem —, te pegou nos braços ainda bebê e disse uma frase que agora ecoa com tristeza: “Luiz… cadê o Luiz? Não consigo acreditar que ele partiu.”
Sabe, Luiz, você não imagina o carinho e o amor que centenas de pessoas tinham por você. Um menino alegre, inteligente, que transmitia a todos o verdadeiro “carisma”.
Meu filho, não vou parar de escrever sobre você. São tantas lembranças que nos deixou… Eu, Lidemara, Ana Luiza e todos os que te conheceram nunca vamos te esquecer.
Te amamos para sempre.
Luiz Guilherme faleceu em 24 de junho de 2025, vítima da Doença de Crohn.
Ricardo Brandão Pai do Luiz e da Luiza, esposo da Lidemara. Jornalista e estudante do Curso de Direito na Faculdade Unisapiens







