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VÍDEO: O abandono do patrimônio histórico de Porto Velho: O cemitério das locomotivas da EFMM

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Ricardo Brandão
Jornalista do site Portalrondonia.com com mais de 15 anos no jornalismo [email protected]

Parte da história de Porto Velho permanece esquecida e abandonada. Veículos e vagões históricos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), que foram essenciais na fundação e desenvolvimento da capital de Rondônia, estão deteriorados há mais de 50 anos nos trilhos da antiga ferrovia. Hoje, esse local é conhecido como o “cemitério das locomotivas”, um símbolo de abandono e descaso.

Aleks Palitot, secretário da SEMDESTUR

O ex-vereador Aleks Palitot assumiu a gestão da SEMDESTUR. Espera-se que ele traga um olhar diferenciado para o turismo. Embora não tenha conseguido se reeleger como vereador, agora, como secretário, espera-se que apresente um desempenho mais significativo, assumindo a responsabilidade pela preservação e revitalização deste ponto histórico que se encontra abandonado.

A Ferrovia e seu papel na história de Rondônia

A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré desempenhou um papel crucial no transporte do principal produto de exportação do Brasil no início do século XX: a borracha. Inaugurada em 1º de agosto de 1912, a ferrovia foi construída como parte do Tratado de Petrópolis, assinado em 1903 entre o Brasil e a Bolívia. A construção visava facilitar o escoamento de mercadorias, especialmente borracha, conectando Porto Velho a Guajará-Mirim.

Após dois anos de lucro, a ferrovia enfrentou um declínio acentuado devido à concorrência asiática no mercado da borracha, resultando em prejuízos acumulados ao longo de 54 anos. Em 1972, no governo de Humberto de Alencar Castelo Branco, a EFMM foi oficialmente desativada e substituída por uma rodovia.

O “Cemitério das Locomotivas”

De acordo com o historiador e professor Célio Leandro, cerca de nove locomotivas foram abandonadas nos trilhos que ligavam Porto Velho a Guajará-Mirim, próximo ao que hoje é conhecido como “cemitério da Candelária”. Outras peças e veículos foram restaurados e estão expostos no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em um espaço alternativo da cidade e nas proximidades do Museu Rondon.

O abandono e a deterioração das locomotivas são reflexos de décadas de descaso. Segundo Jorge Teles, presidente da Associação dos Ferroviários da EFMM, a entidade já entrou com um pedido de tombamento para preservar as estruturas históricas. No entanto, ainda aguarda resposta oficial para dar início aos esforços de preservação.

A Importância da Preservação

Estrada de Ferro Madeira-Mamoré não é apenas um marco na história de Rondônia, mas também um patrimônio de relevância nacional, representando o esforço humano em superar os desafios da Amazônia no início do século XX. Com sua desativação, o Brasil perdeu uma parte significativa de sua memória ferroviária.

Hoje, o abandono dessas locomotivas é um apelo para que sejam tomadas ações imediatas de preservação e valorização. Além do tombamento, é essencial investir em projetos de revitalização que resgatem a história e promovam o turismo cultural na região.

Um Futuro para a História da EFMM

Enquanto a reabertura parcial da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré está em discussão, é fundamental que o patrimônio remanescente receba atenção e investimentos. O “cemitério das locomotivas” não precisa ser um símbolo de abandono, mas pode se transformar em um marco turístico e educativo para as futuras gerações.

 

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