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Professor Delisio admite em matéria publicada pela imprensa que não há irregularidades para destituir diretoria do STPMOP

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Ricardo Brandão
Jornalista do site Portalrondonia.com com mais de 15 anos no jornalismo [email protected]

Em matéria publicada no jornal eletrônico Portalrm.com.br Delisio Fernandes, o professor Delisio – ex-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Ouro Preto (IPSM), ex-vereador e também do Sindicato dos Servidores Municipais do Município (STPMOP) –, teria assumido publicamente que não existe nenhuma irregularidade comprovada contra a gestão da atual diretoria do sindicato dos servidores municipais de Ouro Preto, nem mesmo denúncia formalizada ao Conselho Fiscal do STPMOP ou Ministério Público ou registro de um Boletim de Ocorrência, ao admitir que apenas existiria “possíveis irregularidades”.

Na matéria “Delísio esclareceu que as despesas realizadas durante os quatro meses de sua interinidade foram aprovadas em assembleia pelos próprios filiados e validadas pelo conselho fiscal, sem ressalvas”. Entretanto, segundo a direção do STPMOP a atual presidente se licenciou para concorrer ao cargo de prefeita e no curto período em que teve afastada Delisío conseguir reduzir as reservas financeiras da entidade, de mais de R$ 200 mil para menos de R$ 20 mil, durante seu afastamento eleitoral.

O que se questionaria seria a “pressa” de Delísio em gastar todas as reservas financeiras do Sindicato, sem um amplo debate com a categoria e sem a participação da presidente; além do fato de que uma houve assembleia para autorizar cotações de preço que depois seriam submetidos à nova assembleia para autorizar a compra, o que não teria ocorrido.

O advogado da CUT Itamar Ferreira entende que a primeira das possíveis irregularidades a ser investigada poderia ser sobre o próprio professor denunciante, que teria usado praticamente toda reserva financeira do Sindicato em curto período tempo, num momento em que estava apenas interino no cargo e não deveria ter tomado decisões tão importantes e estratégicas, na ausência da titular do cargo de presidente. Para a CUT estaria claro que faltou legitimidade e teria havido usurpação de poderes se aproveitando do afastamento da presidente Soeli, para gastar praticamente todo saldo em dinheiro do Sindicato.

A presidente da CUT contesta duramente as críticas e acusações de Delisio contra a Central, pois seria uma completa inverdade a suposta “tentativa de interferência dos representantes da Central Única dos Trabalhadores – CUT-RO”, relatada por ele na matéria. Primeiro, é legítimo e esperado que a CUT acompanhe, participe e apoio as ações de seus sindicatos filiados; sendo que estes são justamente os principais motivos de uma entidade se filiar à CUT.

Em segundo lugar estaria comprovada que é falsa a acusação de interferência de Delisio, pois não há um único registro em atas do Sindicato, na imprensa ou em correspondência à Central apontando o que seria essa suposta interferência. “No dia 21 de novembro estivemos na assembleia do Sindicato e a CUT foi atacada em falas pelo grupo golpista do Delisio, não deram direito de resposta à Central, não permitiram sequer que a presidente da CUT usasse o microfone, numa postura agressiva, desleal e desrespeitosa, agora ele vem querer posar de coitadinho? Que assuma as consequências de suas decisões”, finalizou a presidente da Central Sindical, que é a quinta maior do mundo e a maior da América Latina. A íntegra da matéria do Delísio está no Link: https://portalrm.com.br/stpmop-vice-presidente-denuncia-coacao-da-cut-e-aponta-possiveis-irregularidades-na-atual-gestao-do-sindicato/

APÓS DENÚNCIAS PROFESSOR DELÍSIO RENÚNCIA NO STPMOP

Segundo entendimento da CUT Delísio, que foi publicamente responsabilizado de liderar um abaixo-assinado golpista – no qual uma parte dos servidores teria sido induzida a assinar sem saber que era para destituir toda diretoria do STPMOP, sem se apontar nenhuma irregularidade comprovada ou sequer denúncias formalizadas, além de desfiliação da CUT –, ele nada falou na matéria sobre a tentativa de golpe, sequer para tentar justifica-la ou se eximiu da responsabilidade sobre o abaixo-assinado  golpista em curso.

Após ser confrontado publicamente, através da imprensa, sobre sua iniciativa golpista, que teria como uma das finalidades impedir uma auditoria sobre o curto período em que ele substituiu a presidente do STMOP durante as eleições municipais, no qual ele gastou praticamente toda reserva financeira de mais de R$ 200 mil da entidade – o outro seria tentar o seu retorno ao cargo de presidente do Sindicato em uma nova eleição antecipada –, Delisio protocolou no início da manhã desta segunda-feira (02) sua renúncia ao cargo de vice-presidente do Sindicato STPMOP.

Assessoria: CUT-RO.

 

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Brasil Digital
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