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CUT denuncia manobras golpistas para tentar destituir a atual diretoria do STPMOP de Ouro Preto

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Ricardo Brandão
Jornalista do site Portalrondonia.com com mais de 15 anos no jornalismo [email protected]

A Central Única dos Trabalhadores (CUT-RO) denuncia o que considera como uma manobra eleitoreira e golpista, que estaria sendo manipulada por Delisio Fernandes Silva, o Professor Delísio, que é ex-vereador, ex-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais e ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais de Ouro Preto (STPMOP).

Depois de ter sido presidente do STPMOP, ter presidido o Instituto de Previdência e ocupado o cargo de vereador, Delisio esta sem ocupar nenhum posto mais importante no momento, estando apenas como vice-presidente do STPMOP e, segundo a CUT, já vinha manifestando sua intenção de retomar o cargo de presidente do Sindicato, principalmente, após assumir interinamente durantes as últimas eleições municipais, quando a presidente da entidade, Soeli Mageski, se afastou para concorrer ao cargo de prefeita.

Os conflitos entre a presidente e o vice se intensificaram após a Soeli cobrar esclarecimentos em relação às reservas financeiras do STPMOP, do vice e do secretário de finanças; pois ela deixou R$ mais de R$ 200.000,00 em caixa, sem dívidas imediatas para pagar e com uma receita mensal suficiente para cobrir as despesas correntes da entidade. Foi informada da compra de um veículo de alto valor, que teria sido comprado sem concluir um processo de autorização em assembleia, uma exigência estatutária.

Desde então a atual presidente do STPMOP não teria tido mais sossego, sendo perseguida e cobrada sobre prestações de contas já feitas e aprovadas em assembleia, anteriores a 2023, para as quais Delisio exige nova aprovação; além disso, em uma assembleia realizada para 21/11/2024 para aprovar a prestação de contas do último exercício, o grupo liderado por Delísio teria tumultuado a assembleia, exigindo que os anos anteriores já aprovados fossem novamente colocados em votação o que acabou inviabilizando qualquer deliberação sobre as prestações de contas do último exercício.

Para o jurídico da Central, a presidente do STPMOP deve considerar inepto o abaixo assinado, não convocar essa assembleia que seria ilegal, e judicializar a questão junto à Justiça do Trabalho; bem como, requerer junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) a instauração de um Inquérito Civil Público para investigar práticas antissindicais de todos os envolvidos na tentativa de golpe. Recentemente o MPT instaurou um inquérito para investigar práticas antissindicais, envolvendo entidades do setor farmacêutico, conforme matéria da imprensa neste site

O advogado da CUT entende que o MPT poderia começar ouvindo os servidores que assinaram o abaixo assinado, para que eles indicassem o motivo de querer a destituição da diretoria e para saber se quem assinou sabia que aquele abaixo assinado era para convocar uma assembleia de destituição ou teria sido informada outra finalidade. Em um levantamento preliminar a diretoria do STPMOP já identificou servidores que assinaram a lista e não são filiados, o que é ilegal; além disso, vários alegaram que assinaram o abaixo assinado para convocação de uma assembleia de prestação de contas, o que caracteriza a fraude do vício de consentimento, mais um crime que deverá ser investigado.

Durante uma assembleia no dia 21/11/2024, o vice-presidente e o secretário de finanças do STPMOP foram hostis com os dirigentes da CUT presentes e atacaram sem motivo algum a Central. Para a presidente da CUT-RO, Elzilene Nascimento, o vice-presidente teria primeiro que ter relatado o que ele considerava problemas, ouvir a Central e só depois se manifestar.

“Essa postura de uma agressividade injustificada foi muito suspeita e não iremos admitir que alguém que age como um ‘pelego’, sem entender de sindicalismo, venha querer dar lição de moral à CUT; este abaixo assinado golpista, que foi fraudulento, enganando os servidores sobre o real objetivo da convocação da assembleia, só comprova que ele age para tentar acobertar os atos dos seus meses de gestão interina e ainda tentar assumir ilegalmente a presidência do STPMOP. Vamos mobilizar a solidariedade, apoio político e financeiro dos sindicatos do Estado todo para combater essa inaceitável prática antissindical. Nós passarinhos, golpistas passarão”, finalizou a sindicalista.

Fonte: Assessoria da CUT-RO

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Brasil Digital
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