Uma matéria divulgada pelo portal G1 Rondônia nesta quarta-feira (17/07) relata que Porto Velho, foi classificada como a pior capital para viver no Brasil, segundo o relatório do Índice de Progresso Social (IPS) de 2024. A cidade rondoniense ocupa a última posição no ranking de qualidade de vida das 26 capitais do país e o Distrito Federal.
O Índice de Progresso Social (IPS) é uma ferramenta que avalia o desempenho social e ambiental de territórios em diversas geografias (países, estados, municípios). O IPS Brasil é uma iniciativa para gerar esse índice em uma escala subnacional.
O levantamento inclui dados sobre a qualidade de vida em todas as cidades brasileiras. No ranking das capitais, Porto Velho ocupa a última posição, com uma média de IPS de 57,10. Isso ocorre porque, quanto menor a média da cidade, pior é a qualidade de vida na região.
Rankings das capitais com menores IPS do Brasil
| Capital | UF | IPS | Posição no ranking |
| Rio Branco | AC | 62,68 | 23 |
| Belém | PA | 62,51 | 24 |
| Maceió | AL | 62,37 | 25 |
| Macapá | AP | 58,03 | 26 |
| Porto Velho | RO | 57,10 | 27 |
Entre as capitais, a melhor nota foi a da cidade de Brasília (DF), seguida por Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC) e Curitiba (PR).
O levantamento filtrou mais de 300 indicadores e chegou a 53 deles para analisar a qualidade de vida de cada cidade. O IPS foi dividido em três dimensões, são elas: necessidades humanas básicas; fundamentos para o bem-estar; oportunidades. Esse grupo de dimensões fez com que cada cidade tivesse uma média final.
Conforme o levantamento, no ranking das unidades federativas do Brasil, Rondônia ocupa o 25º lugar (média IPS de 55,67) ficando à frente apenas dos estados do Acre e Pará.
- Saneamento básico: 32,93 (a menor taxa das capitais do Brasil)
- Segurança pessoal: 39,57 (2° pior, ficando atrás apenas de Manaus)
- Qualidade do meio ambiente: 43,29 (pior índice )
- Liberdades individuais: 49,89 (2° menor taxa)
Na última edição do estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil, a capital rondoniense também aparece na pior colocação no ranking de saneamento básico do país: apenas 9,89% da população recebe o serviço de tratamento de esgoto e mais da metade dos moradores vivem sem acesso à água tratada.
Sobre o IPS Brasil
O IPS Brasil foi desenvolvido por uma rede colaborativa de instituições, liderada pelo Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em parceria com a Fundação Avina, Amazonia 2030, Anattá Pesquisa e Desenvolvimento, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative.
Essa iniciativa subnacional tiveram como referência o IPS Amazônia desenvolvido pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) em 2014.
O Progresso Social foi definido por um grupo de especialistas acadêmicos e sintetizado pelo Social Progress Imperative como “a capacidade da sociedade em satisfazer as necessidades humanas básicas, estabelecer as estruturas que garantam qualidade de vida aos cidadãos e dar oportunidades para que todos os indivíduos possam atingir seu potencial máximo”.




