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Rondônia, sexta, 24 de setembro de 2021.



Exame

Candidato do partido de Merkel na Alemanha não convence em debate na TV


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O aspirante à sucessão de Angela Merkel no campo conservador, Armin Laschet, passou à ofensiva na noite deste domingo (29) em um debate televisivo para tentar inverter as pesquisas de opinião, que preveem sua derrota nas legislativas alemãs no fim de setembro.

Os três principais candidatos à sucessão da chanceler se enfrentaram neste domingo no primeiro grande debate transmitido pela TV a um mês das eleições de 26 de setembro, que encerrarão 16 anos de mandato de Merkel.


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Participaram do debate o conservador Armin Laschet, o social-democrata Olaf Scholz e a ecologista Annalena Baerbock nas emissoras privadas RTL e n-tv.

Uma primeira consulta do instituto Forsa, difundido pela RTL à noite, apontou Olaf Scholz como o vencedor do debate, pois conseguiu convencer 36% dos entrevistados, à frente da candidata Verde com 30% e apenas 25% para Laschet.

Uma nova pesquisa de opinião, publicada neste domingo pelo jornal Bild atribui 24% de intenções de voto aos social-democratas, que se distanciam dos conservadores (21%). Os verdes teriam 17%.

Pânico na CDU

O Bild mencionou “um estado de pânico no campo da União” conservadora da CDU de Merkel e seus aliados bávaros CSU. Há seis meses, eles tinham 34% das intenções de voto.

A formação do próximo governo se desenha complicada, com até três partidos em uma coalizão que provavelmente incluirá os liberais do FDP (12%), que podem pesar na balança, ou inclusive a esquerda radical Die Linke.

Pouco popular, Armin Laschet reconheceu suas dificuldades no grande debate televisionado de campanha.

“Sempre enfrentei ventos contrários, agora também”, disse no debate, embora acredite que vá se recuperar, graças à sua “firmeza” e “confiabilidade”.

Ele não hesitou em criticar a política no Afeganistão do governo de coalizão atual, chefiado por seu próprio partido, e do qual seu adversário, Olaf Scholz, é ministro das Finanças.

Laschet acenou com o temor de um governo exclusivamente de esquerda, já que as pesquisas não descartam a possibilidade de uma coalizão inédita entre os social-democratas do SPD, os ecologistas e a esquerda radical Die Linke.

Scholz, um candidato “merkelizado”

Olaf Scholz, ministro das Finanças e vice-chanceler, candidato social-democrata às eleições alemãs, durante ato de campanha em Berlim.AFP/AFP

Para os três candidatos, é “difícil aguentar a comparação com Merkel”, ainda muito apreciada, embora “nem tudo tenha saído tão bem sob a sua chancelaria”, avalia Ursula Münch, diretora da Academia de Educação Política de Tutzing.

A revista Der Spiegel lamentou “o triste nível da campanha” diante da “imensa ameaça” representada pelas mudanças climáticas, consideradas as responsáveis pelas inundações mortais de junho no oeste da Alemanha.

A tendência das pesquisas favorece Olaf Scholz, de 63 anos, ministro das Finanças e vice-chanceler do governo de coalizão liderado por Merkel. Pouco carismático, sua campanha austera e competente fez com que ganhasse pontos diante de adversários que cometeram muitos erros.

Segundo o último barômetro da TV pública ZDF, quase metade dos entrevistados o escolheriam como chanceler contra 17% que optariam por Laschet e 16% por Baerbock.

“Olaf Scholz se merkelizou”, diz o jornal Der Spiegel.

Queda “vertiginosa”

Annalena Baerbock, a candidata dos Verdes, em Berlim.AFP/AFP

Laschet, dirigente regional de 60 anos que se apresenta como o herdeiro legítimo de Merkel, apresentou durante a campanha uma imagem hesitante e desastrada que põe em dúvida sua capacidade de gestão, seja da pandemia ou das inundações.

Captado pelas câmeras rindo durante uma visita à região atingida pelas chuvas torrenciais, acusado de plágio em um livro… A credibilidade do conservador está no chão.

O descontentamento cresce no partido, que o considera responsável pela queda “vertiginosa” nas intenções de voto, segundo o jornal Süddeutsche Zeitung.

Por sua vez, a jurista Annalena Baerbock, de 40 anos, eufórica na primavera quando chegou a liderar as pesquisas, parece ter queimado cartuchos entre acusações de plágio, de maquiar seu currículo ou de não ter declarado uma bonificação.

“Sem dúvida, se superestimou”, diz Münch, que considerou que seria mais prudente para os verdes terem lançado o popular copresidente do partido, Robert Habeck.

Para muitos veículos de mídia e cientistas políticos, tanto os ecologistas quanto os conservadores, que contavam com o carismático líder bávaro Markus Söder, escolheram o pior candidato.

O debate é o primeiro de uma série de três antes das eleições.

Fonte: Revista Exame

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