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Rondônia, terça, 09 de março de 2021.


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Segurança: as cem melhores cidades para viver em paz


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Com uma taxa de homicídio de 28,7 para cada cem mil habitantes, cinco vezes maior do que a de países como os Estados Unidos e a Argentina, o Brasil lida com inúmeros desafios na área de segurança. Um conjunto de municípios, no entanto, vem conseguindo avançar no combate à violência, com políticas que permitem a redução de assaltos, latrocínios e outros crimes que assustam os brasileiros.

Na capital paulista, com 12,3 milhões de habitantes, todos os dias 11 drones monitoram o céu para identificar situações de risco em operações de vigilância e ocorrências policiais. As imagens captadas são enviadas em tempo real ao centro de controle de segurança, onde são analisadas e encaminhadas à parte do efetivo de mais de 10 mil agentes que patrulham as ruas da cidade. Até o final do mês, outros 26 drones deverão entrar em operação.


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São Paulo, um dos primeiros municípios do país a adotar a tecnologia para o policiamento, também desenvolveu um aplicativo, o SP+ Segura, para viabilizar notificações de denúncias de ocorrências por meio de um sistema de georenfenciamento. Criado em 2017, o aplicativo já teve 80 mil downloads e possibilitou quase 40 mil alertas em 2020, ajudando o trabalho das forças de segurança.

Iniciativas como essas vêm contribuindo para a conquista de índices de segurança mais elevados na capital paulistana. Entre 2009 e 2019, a taxa de homicídios caiu de 16,7 para 3,7 para cada mil habitantes, colocando o município no mesmo patamar de cidades como Nova York, mas ainda acima de Paris (1,9) e Madri (0,4). No mesmo período, a taxa de mortes no trânsito, outro importante componente do nível de segurança municipal, passou de 13,6 para 7,4 para cada cem mil habitantes.

Esse conjunto de indicadores, aliado a outros avanços na área, colocou São Paulo na liderança da área de segurança do ranking Índice de Desafios da Gestão Municipal, da consultoria Macroplan, que avalia as 100 maiores cidades brasileiras. Juntas, elas concentram quase 83 milhões de habitantes, equivalentes a 40% da população brasileira, e 53,3% dos empregos formais. Este é o quinto levantamento da Macroplan, que leva em conta 15 indicadores em cada uma das quatro áreas analisadas (educação, saúde, segurança e saneamento básico). Veja o ranking completo.

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“Em relação à segurança, têm destaque ações tomadas pelos municípios voltadas à prevenção social de criminalidade violenta”, diz Sérgio Britto, consultor especialista em estratégia para o setor público, parceiro da Macroplan. “Também são essenciais intervenções focadas em áreas de maior incidência de ocorrências e políticas de assistência social a grupos de risco, como jovens que não estudam ou trabalham”.

Segurança no litoral de São Paulo

Santos tem atacado as duas pontas do problema. A cidade investiu mais de 40 milhões de reais no ano passado para o aprimoramento do centro de controle operacional de segurança, que incorporou as polícias militar e civil e da guarda municipal e se transformou em uma central de inteligência.

Ao mesmo, foram criadas políticas de educação e cultura voltadas a jovens que moram em dez áreas de maior vulnerabilidade, com cursos profissionalizantes e atividades como aulas de violão e dança. O resultado obtido a partir da soma dessas estratégias tornou a cidade de 433,6 mil habitantes uma das mais seguras do país, garantindo o segundo lugar no ranking de Macroplan.

“Ainda é preciso progredir muito na área de segurança no Brasil, inclusive em relação à coordenação com o governo federal, mas as prefeituras têm o importante papel de elaborar programas de governança que podem ser muito efetivos”, avalia David Marques, coordenador de projetos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “É preciso também investir em outras áreas, como educação, e no atendimento à população em áreas mais carentes onde há atuação de grupos criminosos”.

Ao adotar diretrizes dessa natureza, Santos vem registrando relativamente poucos homicídios (foram 29 em 2019) e avanços em outros importantes indicadores de segurança. A taxa de mortes no trânsito passou de 13,4 para cada cem mil habitantes em 2009 para 7,2 em 2019. “O aspecto da segurança tem contribuído para aumentar a qualidade de vida na cidade, que já é alta, e a atrair investimentos”, diz Rogério Santos (PSDB), eleito prefeito de Santos no lugar de Paulo Alexandre Barbosa, do mesmo partido, que decidiu não concorrer.

“A procura por imóveis em Santos, principalmente de gente que mora em São Paulo e outras cidades, vem crescendo”, diz o empresário santista José da Costa Teixeira, proprietário da construtora Macuco, fundada há 40 anos. Em 2020, Costa bateu um recorde de vendas de apartamento, o que elevou o faturamento a 240 milhões de reais, 23% a mais do que em 2019. Cerca de 40% dos imóveis foram vendidos a aposentados de outras cidades e pelo menos outros 10% a famílias mais jovens de municípios vizinhos. “As pessoas querem caminhar pela rua ou pela praia sem medo de serem assaltadas”, diz Teixeira.

As conquistas da Grande São Paulo

Na Grande São Paulo, São Bernardo do Campo também feito progressos na área de segurança. Nos últimos anos, houve quedas significativas de homicídios, roubos de carro e latrocínios, entre outros crimes. Entre 2014 e 2020, a redução no furto de automóveis foi de 62%, passando de 1,1 milhão para cem mil veículos para 433,2 mil. A taxa de homicídios caiu de 14,1 para 7,5 por 100 mil habitantes entre 2009 e 2019.

Ao lado de Mauá, cidade de 477,5 mil habitantes também na Grande São Paulo, São Bernardo ocupa o terceiro lugar do ranking da Macroplan. “Iniciativas como projetos de iluminação pública, principalmente em áreas de risco, e investimentos em tecnologia de monitoramento colaboraram bastante para diminuir a criminalidade”, diz Orlando Moraes (PSDB), reeleito prefeito de São Bernardo em 2020.

A cidade, com 844,8 mil moradores, instalou 15 mil lâmpadas de LED em várias avenidas e ruas e aumentou o policiamento em pontos de ônibus que ficam em locais mais remotos. Este ano, deverão ser instaladas mais de mil câmeras de segurança por meio de um financiamento do BNDES.

 

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Fonte: Revista Exame

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