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Ações do Alibaba caem 26% em 2 meses. É hora de comprar?


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O cerco das autoridades chinesas ao bilionário chinês Jack Ma, fundador e principal acionista do Alibaba, afetou fortemente as ações da gigante de tecnologia. Desde o fim de outubro, quando os papéis (BABA) chegaram a ser negociados a 317,14 dólares na Bolsa de Nova York e atingiram o maior valor de sua história, a empresa entrou em trajetória de queda livre. Nesta sexta-feira, 8, foi negociada no fechamento a 236,19 dólares: uma queda de 25,5%.

O Alibaba é negociado indiretamente no Brasil por meio de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) na B3. O BDR do Alibaba (BABA34) foi o oitavo mais negociado na B3 em 2020, apresentando uma rentabilidade em reais de 42,89%, segundo a Economatica.


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Diante de queda tão expressiva e da pressão sobre a empresa, analistas e investidores passaram a se dedicar a avaliar a situação do Alibaba para tentar responder a pergunta: o tombo de 25% a 30% das cotações são uma oportunidade de compra de um dos maiores e mais inovadores grupos de tecnologia do mundo ou a perda de valor está só no começo?

Para analistas do Goldman Sachs, trata-se de uma oportunidade de compra quando se avalia o médio prazo. Em relatório distribuído a clientes nesta semana, a equipe de equity research do banco de investimentos faz uma análise extensa dos possíveis impactos sobre dois dos principais negócios do Alibaba, a operação de e-commerce e o braço de fintech. A equipe de analistas avaliou normas regulatórias impostas na China sobre plataformas monopolísticas para tentar mensurar o que se pode esperar desta vez.


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“Ciclos regulatórios históricos nas verticais de jogos online e educação e as reações das ações sugerem de 6 a 8 meses como linha do tempo (para os efeitos)”, escrevem os analistas. No cenário pessimista, com queda nas receitas com anúncios e comissões e múltiplos mais baixos, a cotação deveria estar em 258 dólares, segundo o banco.

“Nós reiteramos o rating de compra e uma postura positiva para o BABA (ticker da empresa em Nova York), enquanto estamos cientes de riscos adicionais causados por manchetes, em meio a futuros eventos de regulação (como o Congresso Nacional do Povo, marcado para 5 de março), e parece haver catalisadores iminentes limitados na atual conjuntura”, afirmam.

“O potencial de valorização (upside) nos valuations atuais da maior força do e-commerce na China está muito atrativo para que os investidores o negligenciem, na nossa avaliação, com preço-alvo em 12 meses de 362 dólares”, completam, o que implicava um upside de 55,5% (com a cotação a 232,73 dólares do início da semana). Com a atualização da cotação de fechamento na sexta-feira, o upside é de 53,3%.

Segundo os analistas, “o planejamento para desenvolvimento (do Alibaba) permanece alinhado com os objetivos de longo prazo do governo da China de alcançar um crescimento estável sustentado pelo consumo doméstico.”

A desvalorização começou com o adiamento da abertura de capital da Ant Financial, a divisão financeira do Alibaba, no início de novembro. Aguardado como o maior IPO (oferta pública inicial) da história, a estreia movimentaria estimados 35 bilhões de dólares, mas teve que ser adiada sem prazo para retornar por decisão das autoridades de regulação da China. Desde então, o cerco se entendeu ao Alibaba diante do que seriam abusos de mercado cometidos pelo grupo.

Enquanto aguardava pela estreia da Ant Financial, Ma criticou o sistema regulatório chinês em uma conferência em Xangai, afirmando que o excesso de controle estatal poderia sufocar a inovação no país. O aumento do cerco das autoridades sobre Ma e o Alibaba coincide, não por acaso, com essa crítica aberta ao sistema chinês.

Oficiais do governo da China querem que o Alibaba compartilhe dados de consumo e de crédito de sua base de 1 bilhão de usuários, um valioso ativo tecnológico para Jack Ma e a empresa: com essas informações, por exemplo, ele negociou com cerca de 100 bancos empréstimos para os usuários de seus aplicativos, segundo o jornal The Wall Street Journal.

Além disso, o Alibaba poderá enfrentar restrições para exercer o seu domínio como maior player do e-commerce do maior mercado do mundo.

Fonte: Revista Exame

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