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O poder está com o eleitor


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Em uma semana, termina o período destinado às convenções partidárias e à definição sobre coligações para as eleições deste ano. Até o dia 26 de setembro, será possível conhecer, oficialmente, os candidatos a prefeito e vereador. Essas datas marcam o início efetivo do período da campanha que, em 2020, terá características especiais.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que o País conta com 147.918.483 de cidadãos aptos a participar das Eleições 2020. Em Rondônia, estão 1.190.505 desses homens e mulheres que têm o poder de mudar os rumos de seu município com um voto.


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No Estado, os maiores colégios eleitorais são, por ordem, Porto Velho, Ji-Paraná, Ariquemes, Cacoal e Vilhena. Juntos, esses cinco municípios congregam 51% dos eleitores rondonienses (613.304 pessoas) aptos a votarem em novembro, quando ocorrerá o primeiro turno. O restante se divide entre 47 cidades do interior.


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Há quatro anos, o Brasil foi ocupado por milhares de candidatos atrás do apoio desses eleitores. Na época, apesar da internet estar em ascensão, ainda havia espaço para as campanhas tradicionais, com direito a corpo a corpo em feiras livres e eventos públicos, comícios e muitos apertos de mão.

Este ano, com o crescimento das redes sociais e, sobretudo, por conta da pandemia de Covid-19, a disputa terá outro tom. Caso seja mantida a obediência às recomendações de restrição de contato social, os candidatos terão na internet um canal decisivo para contar suas propostas aos eleitores.


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Os especialistas estimam que se cada interessado em ocupar uma cadeira de vereador ou prefeito publicar apenas um post por dia no Twitter, Facebook e Instagram, os eleitores brasileiros serão impactados com três milhões de mensagens por dia.

Nesse processo de convencimento em torno de propostas e posicionamentos que reside a beleza e o risco de uma eleição. Os candidatos se desdobram para encantar, contando histórias de compromisso com a população e com a mudança para melhor.

Se falará muito em combate à corrupção; em mais investimentos para segurança, saúde e educação; em dar voz aos anseios populares. Será uma tempestade de promessas que exigirá do eleitor discernimento para separar o joio do trigo.

A experiência demonstra que as falas de palanque (reais ou virtuais), com honrosas exceções, costumam mudar após a posse. Os ajustes ocorrem por orientações do partido, da coligação, das forças políticas de ocasião. Em alguns casos, fica evidente que os interesses pessoais também pesam.

Livrar-se dessas situações, que trazem desânimo e uma sensação de abandono ao eleitor que tanto confiou no seu candidato, não é tarefa fácil. Mas essa dificuldade não significa que se deva ficar alheio ao que ocorre e optar por dar seu voto para qualquer um ou mesmo anulá-lo ou deixá-lo em branco.

Nesse processo, cada um de nós, eleitores, deve buscar informações sobre os candidatos, conhecer suas histórias de vida e de militância. É importante ainda avaliar suas plataformas de campanha para ver o que é realmente possível de ser feito e o que é apenas discurso.

Finalmente, deve-se colocar o interesse do coletivo acima do interesse particular. O seu voto precisa ser dirigido ao candidato que pode trazer ganhos para sua comunidade. Depositá-lo numa urna de olho em vantagens para você ou sua família apenas enfraquece a luta de todos por mais qualidade de vida.

Até 15 de novembro, quando ocorre o primeiro turno, muito acontecerá. Por isso, o eleitor pode, desde já, exercer sua cidadania e buscar o melhor para seu município escolhendo nomes que sejam capazes de trabalhar com ética, justiça e transparência para Rondônia se torne o Estado que sonhamos.

José Hiran da Silva Gallo

Diretor-Tesoureiro do Conselho Federal de Medicina (CFM)

Conselheiro do Cremero 

Doutor e pós-doutor em Bioética

 

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