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Secretário Adjunto de Saúde presta esclarecimentos à Comissão de Saúde


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Comissão questionou falta de leitos de UTI na Macro II e retomada dos atendimentos especializados no estado

A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa recebeu nesta terça-feira (25) o secretário adjunto da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Nélio de Souza, atendendo a uma Convocação Parlamentar aprovada na última reunião da Comissão realizada no dia 18 de agosto. A reunião contou também com a participação de representantes do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Rondônia (Cosems) e do superintendente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ivo Benitez, e tratou de questões que haviam sido levantadas anteriormente na comissão em relação à crise da saúde no Estado.

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O secretário adjunto foi questionado a respeito da falta de leitos de UTI para atendimento da Covid-19 na Macrorregião II. O presidente da comissão, deputado Dr. Neidson (PMN), lembrou que já havia sido discutida a situação do interior do estado, onde estavam sobrando leitos clínicos, mas faltando leitos de UTI para atender à demanda da população.

O secretário Nélio informou que o problema já foi passado ao governo do estado e, com base em um levantamento feito pelo Cosems, já estão sendo feitas tratativas para a contratação de mais leitos para municípios que apresentaram a estrutura necessária para sua implantação. De acordo com o secretário, o número de leitos no interior chegará à 58 no total, havendo ainda a possibilidade de transferência de pacientes da Macrorregião II para a Macro I caso seja necessário, desafogando assim a fila de espera dos pacientes em estado grave.


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O secretário afirmou que o Estado assumirá o compromisso de repassar recursos financeiros aos municípios, que receberão o valor de R$1.600 por dia para a manutenção desses leitos, mesmo valor enviado pelo Governo Federal. Segundo Nélio de Souza, o Governo optou por não assumir diretamente a contratação de profissionais para o atendimento dessas unidades, considerando que os municípios têm mais facilidade para realizar esse processo de maneira direta.


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Cirurgias eletivas      

O secretário também foi questionado a respeito da retomada das cirurgias eletivas e atendimentos especializados no estado. Segundo ele, a Sesau já está trabalhando em um planejamento para que esses atendimentos voltem a ser realizados ainda na primeira quinzena de setembro.


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“Nós precisamos voltar nossos olhos para as situações que existiam antes da Covid”, ressaltou ele. O secretário destacou também que a reabertura do comércio e a volta do trânsito de pessoas faz aumentar o número de acidentes e é preciso que o governo esteja preparado para atender à essas situações.

O deputado Adelino Follador (DEM) reforçou a necessidade de que o atendimento a esses casos precisa ser feito o mais rápido possível, considerando que os pacientes que esperam por cirurgias estão mais expostos a serem contaminados também pela Covid-19. “Temos que dar condições que sejam feitos esses exames para evitar que as pessoas fiquem doentes”, reforçou o deputado.

“Existe uma fila de espera, teremos que avaliar os casos para ver quais precisam ter prioridade no atendimento”, explicou o secretário.

Regionalização do atendimento

O deputado Dr. Neidson apresentou ao secretário uma sugestão para descentralização do atendimento especializado à pacientes do interior. Segundo ele, o Governo do Estado poderia realizar um convênio para que os municípios que possuem médicos especialistas recebam os casos de municípios vizinhos, sem a necessidade que os pacientes se desloquem até a capital para serem atendidos.

Segundo o deputado Chiquinho da Emater (PSB), essa é uma sugestão que pode ser pensada para ser colocada em prática para o próximo ano, já que a pandemia do novo Coronavirus tem demandado muitos esforços da área da saúde no momento atual. “Se você fizer isso em Vilhena, por exemplo, que tem bastante especialistas, você vai resolver muito o problema do Cone Sul”, ressaltou o deputado.

Segundo o secretário, o governo ainda precisa realizar estudos antes de firmar o compromisso de atender ao pedido, mas garantiu que irá dar atenção à sugestão da comissão. “É um objetivo viável, que logicamente traria benefícios para o estado, mas é preciso ser estudado”, afirmou o secretário adjunto.

Os deputados destacaram a importância de que o Governo do Estado faça um mapeamento dos profissionais disponíveis para que seja planejado o orçamento da saúde para o próximo ano e que essa descentralização possa atender às necessidades dos municípios.

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