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Prefeitura de Vilhena, RO, anuncia reabertura do Abrigo da Mulher para o mês de agosto


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Abrigo está desativado há quase quatro anos. Reforma, limpeza e adequações foram acelerados devido ao aumento no número de casos de violência doméstica durante a pandemia. Abrigo da Mulher está passando por reforma em Vilhena
Prefeitura de Vilhena/Divlgação
O Abrigo da Mulher de Vilhena (RO) deve reabrir após quase quatro anos desativado, segundo informou a prefeitura do município. Desde 2019 o local passa por reforma, limpeza e adequações, que estão previstas para serem concluídas até o final de agosto. O local é um lar seguro e temporário para mulheres vítimas de violência doméstica na cidade.
Conforme a Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), a reabertura fará da unidade a segunda maior no interior de Rondônia. Atualmente, apenas duas residências de acolhimento estão funcionando no estado: uma em Cacoal e outra em Porto Velho.
Novas mobílias, limpeza, reativação da energia e troca das portas e vidros estão sendo providenciados pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), que investiu cerca de R$ 10 mil na reforma do abrigo. Doações voluntárias também estão contribuindo para reabertura o local.
O abrigo conta com uma equipe composta por assistente social, psicóloga e monitora atuando 24h por dia. A residência também recebe os filhos de mulheres acolhidas, quando necessário. Por segurança, o endereço do abrigo não é divulgado, além de não possuir identificação pelos órgãos de assistência social da Prefeitura.
De acordo com a Semcom, o último relato de uso do prédio foi em 2016. Nesse período, a unidade funcionava sem cadastro junto ao Ministério da Cidadania do Governo Federal. Em 2018, o processo de regularização junto ao governo, para reforma e reabertura do abrigo, foi iniciado.
Como exigência do Ministério da Cidadania, foi previsto um concurso público no final de 2019 para contratações de profissionais capacitados para atuar na residência. Com as contratações, a reforma foi iniciada.
A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) registrou um aumento de 30% nos casos de violência doméstica durante o período de isolamento social, devido a pandemia do novo coronavírus em Vilhena (RO).
“Houve essa preocupação em agilizar o processo de abertura neste ano, justamente por causa da pandemia em que houve aumento nos números de casos de violência doméstica”, explicou o assessor da Semcom, Herbert Weil.
Segundo registros de ocorrências feitos nos meses de março e abril de 2020, a cidade teve 227 casos de violência doméstica. No mesmo período do ano passado foram 174.
“O abrigo vai vir numa boa hora, nesse sentido, para que essas mulheres tenham um local para onde fugir, de certa forma. Elas podem ficar lá o tempo necessário para que a ameaça seja afastada ou resolvida”, informou.
*Beatriz Galvão, estagiária, sob a supervisão de Daniele Lira.

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Fonte: G1 Rondônia

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