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Plano de ação contra o Coronavírus amplia restrições em Porto Velho e Ariquemes


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O governador Marcos Rocha e o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, apresentaram na sexta-feira (8/05) o plano de ação “Todos por Rondônia” durante a entrevista coletiva realizada, o plano contém novas medidas e estratégias integradas com todos os poderes, para o enfrentamento do Coronavírus em Rondônia.

As medidas começam a ser implementadas a partir da próxima semana e retomam proibições anteriormente definidas quando o Governo decretou estado de calamidade pública. As ações foram necessárias em razão do aumento do caso da doença e não preveem retorno às aulas.

Pandemia

Marcos Rocha lamentou o momento do Estado, que sofre com a pandemia. “Infelizmente estamos passando por esse problema que é a Covid-19, que tem tirado vidas de pessoas e nós precisamos tomar atitudes. Desde o início, o governo vem trabalhando no sentido de fazer com que nós tenhamos todos os meios necessários para atender a quantidade de pessoas contaminadas que precisem de leitos e medicamentos adequados”, disse.


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Segundo o governador, o estado vem lutando junto com a prefeitura para conter a doença, mas parte da população não está ajudando. “Infelizmente, algumas pessoas, por irresponsabilidade, participaram de festas, o que é proibido. Também houve um velório que reuniu muitas pessoas por 12 horas e isso não pode. Precisamos nos conscientizar para evitar a propagação dessa doença”, diz. Ele pediu ajuda da população para não precisar iniciar um distanciamento social ampliado, recomendado pelo Ministério da Saúde.

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“Se todos não ajudarem, vai chegar um momento, que nós precisaremos infelizmente entrar não num isolamento obrigatório, o chamado lockdown, mas iniciar um distanciamento ampliado, principalmente na Capital e em Ariquemes. Não existe questões partidárias, é uma questão de gente querendo ajudar pessoas, somente isso. A gente poderia voltar com o comércio aberto, se toda a população tivesse feito aquilo que é necessário, mas infelizmente não aconteceu”, ressaltou Marcos Rocha.

Prefeito destaca a união

Para o prefeito da Capital, a coletiva realizada entre o Governo e a Prefeitura significa a união dessas duas esferas de poder para o combate a um inimigo que está nos causando muitos problemas. “Reconheço, que o governador, o prefeito e as autoridades de saúde não vão resolver o problema dessa crise sem o apoio da população. Nós precisamos da ajuda e conscientização de todos”, pontuou Hildon Chaves.

De acordo com o prefeito, essa crise terá que ser resolvida na alegria ou na tristeza. “Essa questão vai ter que ser resolvida. Se nós não adotarmos efetivamente essas medias, nós teremos que caminhar para o lockdown, que é a paralisação total e nós não temos outra opção porque queremos vender essa batalha”, afirmou Hildon Chaves.

Medidas de distanciamento social

Segundo o secretário de Estado de Finanças (Sefin), Luis Fernando, essas medidas estão baseadas na taxa de ocupação de UTI, principal parâmetro para que o estado possa flexibilizar as medidas de distanciamento social. A primeira medida, que deve começar a valer na próxima semana, em forma de decreto, trata-se de distanciamento ampliado, que irá valer inicialmente para Porto Velho e Ariquemes, já que os números de casos estão aumentando. Algumas das ações já estão em andamento.

O secretário explicou que assim que estiver valendo a primeira medida, será permitida a movimentação de cidadãos somente para a realização de compras e para o trabalho. Liberação do comércio somente para os serviços essenciais, o home office para servidores e trabalhadores em geral, além da manutenção da proibição de reuniões e aglomerações com mais de cinco pessoas. “Estamos detalhando alguns aspectos para que possamos decretar essas medidas a partir da semana que vem”, finalizou.

Veja as etapas do plano a seguir

As medidas de distanciamento social foram construídas baseadas nas taxas de ocupação de leitos.

Elas devem ocorrer em 4 fases:

1- distanciamento social ampliado;

2 – distanciamento social seletivo;

3- abertura comercial seletiva;

4- abertura comercial ampliada e prevenção continuada.

Clique para ver o plano de ação

Já na fase 2, deve haver a manutenção do funcionamento das atividades da fase 1, isolamento apenas de pessoas em grupo de risco, visitas às unidades prisionais, asilos e hospitais suspensas, home office para servidores e trabalhadores no geral, proibido reunião ou aglomeração com mais de cinco pessoas e abertura das demais atividades que não promovam aglomerações e risco de contaminação.

A fase 3 inclui manutenção do funcionamento das atividades da fase 1 e fase 2, manutenção do distanciamento social das pessoas em grupo de risco, visitas as unidades prisionais, asilos e hospitais suspensas, manutenção do home office para servidores e trabalhadores, abertura de restaurantes (com consumo no local), respeitando-se as regras de distanciamento social e a proibição de aglomerações acima de 30 pessoas.

Por fim, a fase 4 prevê reabertura total, manter os hábitos e cuidados para evitar contaminação e obrigação de utilização de máscaras por 120 dias após o início da fase 3, ainda com a previsão de multa civil. A entrada e saída de cada fase dependem de alguns critérios.

A entrada da fase 1 é baseada de acordo com a taxa de ocupação de leitos de UTI e crescimento do número de casos dobrando a cada dois dias. Da fase 1 para a 2, além da ocupação dos leitos, vem o crescimento desacelerado nos últimos 14 dias. Da fase 2 para a fase 3, são considerados os casos confirmados caindo nos últimos 21 dias (com índice de testes realizados igual ou superior).

A mudança da fase 3 para a 4 considera a ocupação dos leitos de UTI inferior a 20% na macrorregião de saúde, com casos confirmados zerados nos últimos sete dias. “Nós vamos conseguir pelo menos tentar reduzir os números de forma que caibam na quantidade de leitos que a gente tem conseguido com o trabalho árduo do secretário de saúde, do prefeito e das equipes de saúde municipal e estadual”, disse o governador ao afirmar que no momento ainda não será aplicada a estratégia de lockdown, mas que a mesma também não é descartada caso a população não contribua.

Fiscalização

Para a execução deste plano, o governo e a prefeitura precisam do apoio dos deputados na aprovação de atos diversos da estratégia, e do Ministério Público na fiscalização e apoio quanto a atuação da força policial e a aplicação do artigo 268 do código penal. A adesão formal à prática da aplicação da multa civil, contando com a disponibilização de agentes fiscais municipais para a fiscalização também está inclusa no projeto.

Com informações do site Rondoniagora.com

 

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