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Advogado de Ronaldinho diz que prisão é ilegal


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Sergio Queiroz, advogado de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, disse que seus clientes estão detidos de modo totalmente ilegal no Paraguai. Segundo ele, os ex-jogadores agiram de “boa fé” ao usar os documentos, sem saber que eram ilegais, pois pretendiam iniciar negócios no país. Queiroz armou ainda que autoridades diplomáticas do Brasil estão “tomando nota” das “irregularidades”. Pelo Campeonato Paulista, o São Paulo, que poupou os titulares para o jogo com o LDU, perdeu ontem para o Botafogo por 1 x 0, em Ribeirão Preto.

A promotoria paraguaia ampliou a investigação criminal que envolve Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, o empresário e também ex-jogador de futebol Assis. O Ministério Público do país solicitou várias informações de outras instituições e também apura uma possível conexão do caso com lavagem de dinheiro.


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A investigação criminal iniciada no Paraguai contra Ronaldinho e Assis, além de outros empresários paraguaios e brasileiros, vem seguindo rumos inesperados nos últimos dias. Inicialmente, o caso era sobre uma “simples” falsicação de documentos (passaporte e identidade) para os irmãos. Quando tudo indicava que Ronaldinho poderia deixar o Paraguai, a oposição de um juiz a libertá-los durante a investigação e a mudança de postura da Procuradoria Geral do Estado terminaram com a prisão de ambos.
Sandra Quiñónez, titular do Ministério Público, ordenou ao promotor Osmar Legal que se encarregasse do caso contra Ronaldinho. Ele é um jovem procurador da Unidade Especializada de Combate à Lavagem de Dinheiro.


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Apesar de sua “inexperiência”, ele já conseguiu realizar processos contra poderosos políticos paraguaios.
No âmbito da investigação sobre a produção e utilização de documentos de conteúdo falso, pelos quais os irmãos Ronaldinho e Assis são processados e mantidos sob custódia, bem como o empresário Wilmondes Sousa Lira e duas mulheres paraguaias, Osmar Legal também solicitou a prisão da empresária Dalia López, que até ontem seguia foragida – seu advogado prometeu que ela se entregaria à polícia hoje.

O promotor do caso havia solicitado relatórios ao Subsecretário de Estado de Tributação e à Secretaria de Prevenção à Lavagem de Dinheiro. O requerimento está centrado em Dalia, a mulher que levou o craque para o país, cuja imagem deveria ser usada por sua fundação Fraternidade Angelical.


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Fontes do Ministério Público do Paraguai disseram à reportagem do Estado no Paraguai que essa série de pedidos poderia complicar ainda mais a situação processual de Ronaldinho e Assis.

Prisão ilegal. Advogado de Ronaldinho Gaúcho, Sergio Queiroz disse ontem que o ex-atacante e seu irmão estão detidos de modo totalmente ilegal no Paraguai. Ele alegou que os ex-jogadores agiram “de boa fé” ao usar os documentos, sem saber que eram ilegais, pois procuravam iniciar negócios no país. O advogado do ex-jogador também declarou que as autoridades diplomáticas do Brasil ainda estão “tomando nota” das “irregularidades”.
Queiroz disse que a prisão é “ilícita, ilegal e abusiva”.

Ele argumentou que a promotoria determinou inicialmente que ambos poderiam retornar ao Brasil ou viajar a qualquer outro país porque “não houve dolo”, mas questionou a razão para
a juíza do caso determinar, ainda assim, a detenção. “Ronaldo e Roberto (de Assis) não sabiam que (o documento) era irregular, para eles era regular, tanto que apresentaram livremente (os documentos para entrar no país), podendo apresentar apenas o documento de identidade”, insistia o advogado aos jornalistas.
Sérgio Queiroz ADVOGADO DE RONALDINHO E ASSIS ‘Para eles, tudo era regular, tanto que apresentaram (os documentos para entrar no país)’

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