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Agente penitenciário que jogou ácido no rosto do médico amante de sua mulher pega 5 anos no regime semiaberto

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Porto Velho, Rondônia – O agente penitenciário Oziel Araújo Fernandes, julgado nesta quarta-feira pela 1ª Vara do  Tribunal do Júri na capital, foi condenado a cinco anos de detenção no regime semiaberto. Ele jogou soda cáustica no rosto do médico infectologista Glçadson Siqueira, na manhã do dia 6 de março deste ano, no estacionamento do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), na capital. O médico tinha um caso amoroso com a mulher de Oziel.

Oziel foi condenado por tentativa de homicídio privilegiado, pois o  corpo de jurados ( formado por quatro homens e três mulheres) entendeu que o agente penitenciário agiu sob forte emoção e por impulso incontrolável.

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O médico, que teve a visão comprometida, está em São Paulo e, durante o julgamento que começou às 9 da manhã e acabou à noite, foi ouvido por meio de videoconferência (whatsapp).

Ainda de acordo com a tese da defesa, o agente quis apenas dar um susto” no amante da mulher, uma vez que, se quisesse matá-lo, poderia ter disparado sua pistola (com quinze munições intactas) contra o médico.

Devido ao caráter passional do crime, o caso foi a julgamento em segredo de justiça.

O CASO

Testemunhas que presenciaram o fato afirmaram que o médico Gladson estava estacionando o seu veículo quando foi abordado pelo agente penitenciário, que parou a moto ao lado do carro, conversou rápido com o médico e em seguida lançou a soda cáustica no rosto da vítima.

Mesmo atingido pelo líquido, o médico atirou contra o agente penitenciário que foi baleado no ombro, mas conseguiu fugir. Poucas horas depois o acusado se entregou a polícia e confessou o delito.

Ele informou à polícia que o crime foi passional, pois a sua mulher estaria tendo um caso com a vítima.  O agente penitenciário declarou ainda à polícia que teria constatado o fato por meio de mensagens que o médico enviava no whastapp da sua mulher.

Transferência

De acordo com a polícia, foi constatado que de fato ambos tiveram um caso, mas o relacionamento já havia acabado quando ocorreu o crime.

A mulher do acusado é servidora do Município e do Estado e, segundo a polícia, estava tentando transferência para o Cemetron, mas até então não tinha logrado êxito.