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Hoje minha convidada é a Dra. Sumire Sakabe, infectologista do Hospital 9 de Julho e responsável pela unidade terciária de atendimento a coinfectados por HIV e tuberculose do Centro de Referência e Treinamento em DST Aids do Estado de São Paulo. Agasalha, sai do vento, toma vacina da gripe: cuidado com a pneumonia!

A infecção pulmonar, ou pneumonia, pode causar tosse, febre, expectoração, dor para respirar, falta de ar. Ter gripe aumenta o risco de pneumonia Pode ser grave, e mesmo adequadamente tratada, pode ser fatal, especialmente em pessoas mais frágeis ou com outras doenças. Em alguns casos, especialmente nos bebês e nas pessoas mais idosas, pode demandar o uso de antibióticos endovenosos, o que significa em geral, ficar internado no hospital. Fisioterapia e exercícios respiratórios ajudam muito no tratamento da pneumonia. Muitas vezes, as bactérias que causam a pneumonia estão alojadas na nossa garganta e num momento de desatenção do sistema imunológico, escapam para os pulmões.

Se o pulmão for de fumante, ou de asmático, ou de pessoa com alguma outra doença no pulmão, diabetes, ou doença cardíaca, isto pode acontecer com mais facilidade. Além disso, aspirar conteúdo do estômago para o pulmão pode ser outro jeito da pneumonia se instalar. Isto pode acontecer quando há um grande refluxo, mas também sem a pessoa perceber, na forma de microaspirações. À medida em que envelhecemos, a pele fica mais flácida e também o sistema que regula o fechamento do estômago para conter o alimento também pode ficar mais frouxo e daí as microaspirações. Ter gripe aumenta o risco de pneumonia.

A inflamação nas vias respiratórias caudada pelo vírus influenza aumenta o risco de infecção por bactérias no pulmão. Por este motivo, vacinar contra influenza previne gripe e de forma indireta, protege contra pneumonia. Todos os anos, na campanha nacional que acontece no outono, as pessoas com 60 anos ou mais devem ser vacinadas contra gripe. Vacina contra pneumococo, uma das bactérias que podem causar pneumonia, é recomendada para pessoas acima de 60 anos, idealmente em um esquema com 3 doses: – pneumo 13valente, – 6 a 12 meses depois, pneumo 23valente e – 5 anos depois, outra dose de pneumo 23valente.

Infelizmente não está disponível na rede pública, que reserva a vacina contra pneumococo para pessoas com maior risco de pneumonia grave. Prevenir é sempre mais sensato que remediar. As vacinas podem nos ajudar a viver mais e melhor.