Os proprietários de veículos foram surpreendidos, ainda na noite de terça-feira (19), com o repentino aumento no preço na gasolina em Porto Velho. O reajuste anunciado pela Petrobras, de 2,30%, que começaria a ter validade nas refinarias da petroleira nesta quarta-feira (20), foi imediatamente aplicado ao consumidor final. Há postos cobrando até R$ 4,59 pelo litro.

Com a elevação anunciada pela petroleira, o preço médio do litro da gasolina passou de R$ 1,5970 para R$ 1,6337. Este é o maior patamar desde 14 de novembro (R$ 1,6616). O preço do diesel se mantém em R$ 2,0505.

RONDONIAGORA esteve em dez postos de combustíveis nas zonas Sul, Leste e Central de Porto Velho e encontrou preços que variam de R$ 3,82 a R$ 4,59.

Aumento de 30% nas reclamações
Na última semana, o Procon deu início a uma fiscalização nos postos de combustíveis, em vários municípios rondonienses, notificando os proprietários para apresentarem as notas fiscais relativas a compras dos produtos junto às distribuidoras, bem como, a planilha de preços praticados neste ano. Durante a ação, é estabelecido prazo de dez dias para o encaminhamento das informações por meio de ofício.

De acordo com o coordenador estadual do Procon, Renato de Moraes Ramalho, a ação começou por conta das reclamações referentes ao preço da gasolina que aumentaram cerca de 30% desde o início do ano em todo o Estado. Ao todo, são mais de 590 postos de combustíveis espalhados na Capital e interior. “O Procon já iniciou as fiscalizações desde o dia 11 fevereiro em todo o Estado. Os proprietários foram notificados e receberam um prazo de 10 dias para apresentar as notas fiscais do preço do combustível que eles compram das distribuidoras juntamente com a planilha de preço praticados desde o início do ano”, esclarece o coordenador.

Gasolina tem grande aumento na Capital, mas Procon já fiscaliza; Atacadão tem menor preço

Com a apresentação das documentações, o coordenador explica que será possível fazer um comparativo do valor que o proprietário do posto compra e o valor que é repassado para o consumidor. “Só assim a gente vai poder constatar se está havendo uma abusividade ou não no valor cobrado nos postos de combustíveis. Se for constatado alguma irregularidade, nós vamos tomar as medidas que a lei requerer, podendo chegar a fechar o estabelecimento, caso esteja descumprindo as normas”, esclarece Renato de Moraes.

O coordenador orienta aos consumidores que pesquisem o preço do combustível em mais de um posto antes de abastecer. “Tem alguns lugares que a vista sai mais barato e por isso a gente sempre dá essa dica para os motoristas”, orienta o coordenador.

ANP
O Levantamento de Preços e de Margens de Comercialização de Combustíveis realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) semanalmente, e divulgado no site da empresa, mostra que no período de 10 a 16 de fevereiro, o preço médio da gasolina em Porto Velho era de R$ 4,18. O menor valor encontrado foi de R$ 3,82 e o maior de R$ 4,85. A lista completa dos postos pode ser acessada AQUI.

Grandes prejuízos
Quem depende de carro ou motocicleta para trabalhar, estudar ou apenas transitar pela cidade, já está sentido o peso bolso. Depois de um período de estabilidade de preços, em que era facilmente possível abastecer com valores abaixo de R$ 3,80, o reajuste está deixando muitos motoristas preocupados.

É o caso do motorista Leônidas Rocha que abastece o carro semanalmente. Antes ele gastava R$ 50, mas agora diz que com esse valor, não consegue fazer o mesmo percurso que faria antes. Ele estava na fila do Atacadão para aproveitar a gasolina a R$ 3,82, com pagamento no dinheiro e cartão de débito. “Eu abasteço só nesse posto porque sempre é mais barato. Mas antigamente com esse valor eu conseguia quase completar meu tanque. Hoje, nossa realidade é outra, com as coisas todas caras. A gente sempre tem surpresa com esses aumentos. Chega muito rápido aos postos de combustíveis”, relata o motorista.

Gasolina tem grande aumento na Capital, mas Procon já fiscaliza; Atacadão tem menor preço

No mesmo posto para abastecer, o taxista Arlindo Crisóstomo Ribeiro saiu da Vila Samuel e parou ao ver a placa indicando R$ 3,82. “Eu já cheguei a pagar R$ 3,96 na gasolina em outros postos. O preço do combustível está muito caro em quase todos os lugares e infelizmente a gente não pode fazer nada porque precisa trabalhar diariamente. Por dia, chego a gastar R$ 60 de gasolina no meu táxi. Acho, minha opinião, que o valor deveria ser R$ 2,99 pra gente começar a sentir que realmente o preço compensa, mas no valor que está ainda continua caro”, diz o taxista.

A feirante Cristina Garcia Flores usa motocicleta para trabalhar e o valor que costumava gastar para encher o tanque do veículo, ela diz que não é mais suficiente. “Eu já cheguei a pagar R$ 4,29 na gasolina e não chega nem perto de meio tanque. A gente que depende de carro ou moto sofre muito com esses valores absurdos que só aumentam todos os dias. Alguém tem que fazer alguma coisa porque se continuar assim eu vou ter que andar de bicicleta”, reclama Cristina.

Carla Moreira Filho mora distante do trabalho e afirma que gasta mais de R$ 300 por mês com abastecimento de veículo. Ela diz que tenta economizar ao máximo, principalmente pelo alto valor cobrado pelos postos nos últimos dias. “O valor da gasolina abaixo de R$ 4 está sendo difícil encontrar. Onde eu sempre abasteço, o preço já ultrapassou, infelizmente. Segunda-feira (18) eu ainda paguei R$ 3,75. Eu não sei até quando a gente vai continuar sofrendo com esses aumentos abusivos, principalmente, quem utiliza o carro praticamente para tudo como é meu caso”, questiona a motorista insatisfeita com o valor da gasolina.

Gasolina tem grande aumento na Capital, mas Procon já fiscaliza; Atacadão tem menor preço

Confira os preços em 10 postos 
Posto Shell, na Avenida Guaporé com Rio de Janeiro, o valor cobrado a vista é de R$ 4,26 e no cartão continua o mesmo valor.
A placa de anúncio do posto Atem, localizado na Avenida Guaporé com BR-364, está anunciando o valor de R$ 4,29 a vista e no cartão de crédito.
No posto de combustível do Atacadão localizado na BR-364, no Bairro Lagoa, a fila de carros é grande para abastecer a R$ 3,72 à vista com gasolina comum. Já a gasolina aditivada o preço anunciado é de R$ 3,82 à vista.
No posto Alemão localizado na Avenida Pau Ferro, Bairro Eldorado, a gasolina comum está custando R$ 3,91 à vista.
O Auto Posto Marcella, no Bairro Castanheira, aumentou o preço da gasolina comum na última segunda-feira (18) para R$ 4,29 à vista ou cartão. O valor cobrado na semana passada era de R$ 3,99 à vista.
Na Avenida Amazonas com Rua Miguel Chackian, os clientes estão pagando R$ 4,29 à vista no preço da gasolina comum e aditivada.
No posto Shell da Avenida Jatuarana, na Zona Sul, o preço da gasolina está custando R$ 4,25 à vista.
O posto de combustível da Petrobrás localizado na Avenida Almirante Barroso com Brasília, a placa anuncia o preço da gasolina comum por R$ 4,59 à vista.
Em outro posto da Atem localizado na Avenida Governador Jorge Teixeira com Paulo Leal, a gasolina está sendo anunciada por R$ 4,29 à vista.
No posto Ipiranga localizado na Avenida Nações Unidas, a placa anuncia a gasolina comum por R$ 3,99 à vista e no cartão R$ 4,25.
No posto Petrobras localizado na Avenida Nações Unidas com Rua Brasília, a placa anuncia a gasolina comum por R$ 4,19 à vista.

Gasolina tem grande aumento na Capital, mas Procon já fiscaliza; Atacadão tem menor preço

Os proprietários de veículos foram surpreendidos, ainda na noite de terça-feira (19), com o repentino aumento no preço na gasolina em Porto Velho. O reajuste anunciado pela Petrobras, de 2,30%, que começaria a ter validade nas refinarias da petroleira nesta quarta-feira (20), foi imediatamente aplicado ao consumidor final. Há postos cobrando até R$ 4,59 pelo litro.

Com a elevação anunciada pela petroleira, o preço médio do litro da gasolina passou de R$ 1,5970 para R$ 1,6337. Este é o maior patamar desde 14 de novembro (R$ 1,6616). O preço do diesel se mantém em R$ 2,0505.

RONDONIAGORA esteve em dez postos de combustíveis nas zonas Sul, Leste e Central de Porto Velho e encontrou preços que variam de R$ 3,82 a R$ 4,59.

Aumento de 30% nas reclamações
Na última semana, o Procon deu início a uma fiscalização nos postos de combustíveis, em vários municípios rondonienses, notificando os proprietários para apresentarem as notas fiscais relativas a compras dos produtos junto às distribuidoras, bem como, a planilha de preços praticados neste ano. Durante a ação, é estabelecido prazo de dez dias para o encaminhamento das informações por meio de ofício.

De acordo com o coordenador estadual do Procon, Renato de Moraes Ramalho, a ação começou por conta das reclamações referentes ao preço da gasolina que aumentaram cerca de 30% desde o início do ano em todo o Estado. Ao todo, são mais de 590 postos de combustíveis espalhados na Capital e interior. “O Procon já iniciou as fiscalizações desde o dia 11 fevereiro em todo o Estado. Os proprietários foram notificados e receberam um prazo de 10 dias para apresentar as notas fiscais do preço do combustível que eles compram das distribuidoras juntamente com a planilha de preço praticados desde o início do ano”, esclarece o coordenador.

Gasolina tem grande aumento na Capital, mas Procon já fiscaliza; Atacadão tem menor preço

Com a apresentação das documentações, o coordenador explica que será possível fazer um comparativo do valor que o proprietário do posto compra e o valor que é repassado para o consumidor. “Só assim a gente vai poder constatar se está havendo uma abusividade ou não no valor cobrado nos postos de combustíveis. Se for constatado alguma irregularidade, nós vamos tomar as medidas que a lei requerer, podendo chegar a fechar o estabelecimento, caso esteja descumprindo as normas”, esclarece Renato de Moraes.

O coordenador orienta aos consumidores que pesquisem o preço do combustível em mais de um posto antes de abastecer. “Tem alguns lugares que a vista sai mais barato e por isso a gente sempre dá essa dica para os motoristas”, orienta o coordenador.

ANP
O Levantamento de Preços e de Margens de Comercialização de Combustíveis realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) semanalmente, e divulgado no site da empresa, mostra que no período de 10 a 16 de fevereiro, o preço médio da gasolina em Porto Velho era de R$ 4,18. O menor valor encontrado foi de R$ 3,82 e o maior de R$ 4,85. A lista completa dos postos pode ser acessada AQUI.

Grandes prejuízos
Quem depende de carro ou motocicleta para trabalhar, estudar ou apenas transitar pela cidade, já está sentido o peso bolso. Depois de um período de estabilidade de preços, em que era facilmente possível abastecer com valores abaixo de R$ 3,80, o reajuste está deixando muitos motoristas preocupados.

É o caso do motorista Leônidas Rocha que abastece o carro semanalmente. Antes ele gastava R$ 50, mas agora diz que com esse valor, não consegue fazer o mesmo percurso que faria antes. Ele estava na fila do Atacadão para aproveitar a gasolina a R$ 3,82, com pagamento no dinheiro e cartão de débito. “Eu abasteço só nesse posto porque sempre é mais barato. Mas antigamente com esse valor eu conseguia quase completar meu tanque. Hoje, nossa realidade é outra, com as coisas todas caras. A gente sempre tem surpresa com esses aumentos. Chega muito rápido aos postos de combustíveis”, relata o motorista.

Gasolina tem grande aumento na Capital, mas Procon já fiscaliza; Atacadão tem menor preço

No mesmo posto para abastecer, o taxista Arlindo Crisóstomo Ribeiro saiu da Vila Samuel e parou ao ver a placa indicando R$ 3,82. “Eu já cheguei a pagar R$ 3,96 na gasolina em outros postos. O preço do combustível está muito caro em quase todos os lugares e infelizmente a gente não pode fazer nada porque precisa trabalhar diariamente. Por dia, chego a gastar R$ 60 de gasolina no meu táxi. Acho, minha opinião, que o valor deveria ser R$ 2,99 pra gente começar a sentir que realmente o preço compensa, mas no valor que está ainda continua caro”, diz o taxista.

A feirante Cristina Garcia Flores usa motocicleta para trabalhar e o valor que costumava gastar para encher o tanque do veículo, ela diz que não é mais suficiente. “Eu já cheguei a pagar R$ 4,29 na gasolina e não chega nem perto de meio tanque. A gente que depende de carro ou moto sofre muito com esses valores absurdos que só aumentam todos os dias. Alguém tem que fazer alguma coisa porque se continuar assim eu vou ter que andar de bicicleta”, reclama Cristina.

Carla Moreira Filho mora distante do trabalho e afirma que gasta mais de R$ 300 por mês com abastecimento de veículo. Ela diz que tenta economizar ao máximo, principalmente pelo alto valor cobrado pelos postos nos últimos dias. “O valor da gasolina abaixo de R$ 4 está sendo difícil encontrar. Onde eu sempre abasteço, o preço já ultrapassou, infelizmente. Segunda-feira (18) eu ainda paguei R$ 3,75. Eu não sei até quando a gente vai continuar sofrendo com esses aumentos abusivos, principalmente, quem utiliza o carro praticamente para tudo como é meu caso”, questiona a motorista insatisfeita com o valor da gasolina.

Gasolina tem grande aumento na Capital, mas Procon já fiscaliza; Atacadão tem menor preço

Confira os preços em 10 postos 
Posto Shell, na Avenida Guaporé com Rio de Janeiro, o valor cobrado a vista é de R$ 4,26 e no cartão continua o mesmo valor.
A placa de anúncio do posto Atem, localizado na Avenida Guaporé com BR-364, está anunciando o valor de R$ 4,29 a vista e no cartão de crédito.
No posto de combustível do Atacadão localizado na BR-364, no Bairro Lagoa, a fila de carros é grande para abastecer a R$ 3,72 à vista com gasolina comum. Já a gasolina aditivada o preço anunciado é de R$ 3,82 à vista.
No posto Alemão localizado na Avenida Pau Ferro, Bairro Eldorado, a gasolina comum está custando R$ 3,91 à vista.
O Auto Posto Marcella, no Bairro Castanheira, aumentou o preço da gasolina comum na última segunda-feira (18) para R$ 4,29 à vista ou cartão. O valor cobrado na semana passada era de R$ 3,99 à vista.
Na Avenida Amazonas com Rua Miguel Chackian, os clientes estão pagando R$ 4,29 à vista no preço da gasolina comum e aditivada.
No posto Shell da Avenida Jatuarana, na Zona Sul, o preço da gasolina está custando R$ 4,25 à vista.
O posto de combustível da Petrobrás localizado na Avenida Almirante Barroso com Brasília, a placa anuncia o preço da gasolina comum por R$ 4,59 à vista.
Em outro posto da Atem localizado na Avenida Governador Jorge Teixeira com Paulo Leal, a gasolina está sendo anunciada por R$ 4,29 à vista.
No posto Ipiranga localizado na Avenida Nações Unidas, a placa anuncia a gasolina comum por R$ 3,99 à vista e no cartão R$ 4,25.
No posto Petrobras localizado na Avenida Nações Unidas com Rua Brasília, a placa anuncia a gasolina comum por R$ 4,19 à vista.

Gasolina tem grande aumento na Capital, mas Procon já fiscaliza; Atacadão tem menor preço

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