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Agro será pauta da eleição 2018


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2018 demonstra os temas da agenda setting que marcarão sua trajetória até o desfecho, na mudança do algarismo no calendário. Intervenção na segurança pública no Rio integra uma estratégia emergencial no caminho da eleição, enquanto encobre os efeitos do não decolar da reforma da Previdência.

O governo resolveu chamar atenção de olho ao clamor das pesquisas, um tempero militar na cortina de fumaça para encobrir o fracasso de uma iniciativa necessária, mas sem apelo popular, nunca sendo pauta de fato.

 

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Ideias tempestivas, fabricadas para agradar em massa causam temor pela anemia de planejamento, carência que o agro não suporta. Nossa potência não pode ser gerida na base do amadorismo, com estratégias tão efêmeras quanto o vagar do vento.

No plano macro é necessário dinâmica sobre os principais problemas enfrentados no setor e uma visão abrangente sobre o funcionamento dos sistemas agroindustriais na relação e conceituação dos negócios jurídicos realizados dentro desse amplo contexto.

Precisamos de estabilidade política, sob a nova governança, um convite aos agricultores para uma base contínua de investimentos num ciclo benéfico para todos mostrando um ambiente mais seguro.

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O futuro cenário tem que levar em conta a ordem econômica da atividade ao regime jurídico atual.

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Um país competitivo precisa refletir sobre os aspectos de conceitos que representam sua moderna atividade, suas características na integração das atividades econômicas que vão desde o fornecimento de insumos da produção, industrialização, armazenamento, comercialização e logística.

O debate político tem que mostrar conhecimento e segurança ao desenvolvimento da agricultura, estamos falando de Brasil. Destacando, assim, os elos na relação com o mercado financeiro no melhor desempenho dessas atividades dentro de um menor custo de transação.

Os planos de governos demandam grafias técnicas, especializadas, num conjunto de instrumentos para uma participação mais efetiva e uma interpretação mais clara de todo contexto negocial e legal.

Sendo necessário pericia e destreza na ampla retória do debate ao abordar do cultivo aos principais riscos jurídicos e econômicos relacionados às operações dos mercados do agronegócio, compreendendo questões ambientais, de propriedades intelectuais e tributárias.

O conhecimento empírico não pode pairar o setor que alimenta o mundo e nutre nossa economia. Na judicialização das questões referentes ao agro e nas barreiras protecionistas que atrofiam nossa competitividade é preciso integrar os operadores do Direito ao planejamento da indústria Brasil que precisamos — levando em consideração os fatores internos e externos.

Sustentabilidade; novo código florestal; e a Política Nacional de Resíduos Sólidos são alguns dos temas que estarão nos holofotes da agenda setting, antes, durante e depois das urnas, pois o agro não é volátil como um ensaio de marqueteiros. É real, litúrgico e perene. Nossa instável economia tem na agricultura uma de suas únicas certezas.

Crédito: Pérsio Oliveira Landim, advogado, especialista em Gestão do Agronegócio, presidente da 4ª Subseção da OAB – Diamantino (MT)

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