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Desmentindo boatos: candidatura de Neidinha Suruí ao Senado é legal, reconhecida e homologada 

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Ricardo Brandão
Jornalista do site Portalrondonia.com com mais de 15 anos no jornalismo [email protected]

Candidata sofreu violência política de gênero e entrou judicialmente contra o próprio partido para estar na disputa eleitoral. Tanto o partido, que voltou atrás, quanto os tribunais eleitorais reconheceram e mantiveram sua candidatura  

A candidatura de Neidinha Suruí (PSB) ao Senado Federal novamente está sob ataque. Agora, são boatos de que não estaria válida. A candidata ao Senado por Rondônia está legítima e legalmente na disputa eleitoral depois de enfrentar nacionalmente a seu partido, que voltou atrás da decisão tomada, e de contestar na Justiça as decisões que atingiram sua candidatura. O Tribunal Regional Eleitoral reconheceu por unanimidade (7×0), a legalidade da candidatura ao Senado de Neidinha Suruí. O episódio também levou a candidata a denunciar a violência política de gênero sofrida e trouxe para a campanha uma discussão que vai além da própria candidatura: o espaço das mulheres na política e o direito de participar das decisões que afetam suas vidas.

Em agosto, após as convenções estaduais,  a direção nacional do PSB dissolveu o diretório estadual e anulou a convenção que havia lançado Neidinha ao Senado. A mudança ocorreu após o partido reformular sua estratégia eleitoral em Rondônia em nome de uma aliança política com o PT. Neidinha contestou a intervenção e levou o caso à Justiça Eleitoral. Em 3 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia decidiu, por 7 votos a 0, afastar os efeitos da mudança partidária e manter a candidatura de Neidinha e a chapa estadual do PSB.

A violência sofrida e a necessidade de judicialização da candidatura tem sido pretexto para a divulgação de informações falsas, gerando dúvidas sobre a validade dos votos. Circulam informações de que Neidinha teria sido retirada da disputa ou de que seus votos não estariam válidos. Segundo os dados mais recentes do TSE, não há qualquer impedimento à candidata Neidinha Suruí, que segue na disputa ao Senado, consta na urna eletrônica, foi legalmente reconhecida e seus votos são válidos.

Quando a violência termina?

Estar na política pode significar enfrentar violência para entrar na disputa, permanecer e para não ter sua legitimidade desconstruída. O ocorrido com Neidinha Suruí, mulher indígena e empreendedora social que há décadas produz por Rondônia, expõe a realidade enfrentada pelas mulheres que decidem sair candidatas. No Brasil, apesar de serem maioria do eleitorado, ainda ocupam apenas 18% das cadeiras do Congresso Nacional. Em Rondônia, nos 44 anos que elege Senadores, apenas uma mulher chegou ao cargo.

Dados oficiais do TSE apontam que a violência política contra as mulheres cresceu 380% de 2019 a 2026. Neste ano, são 149 casos registrados de janeiro a agosto. Para o Coletivo Mulheres em Luta, que atua pela maior presença das mulheres na política representativa: “A violência política contra as mulheres é uma tentativa de expulsá-las da vida pública pelo medo, pela intimidação, pela humilhação e pela ameaça”.

A decisão de denunciar a violência política de gênero passou a fazer parte da forma como Neidinha apresenta sua candidatura. Para ela, não se calar diante do caso é uma maneira de defender que outras mulheres possam entrar na política sem serem afastadas ou intimidadas.

Estar na vida pública é uma decisão que impacta a vida de qualquer candidato, porém para as mulheres também significa enfrentar as estruturas dominantes do poder. Para que o cenário que as mulheres candidatas enfrentam no país ser alterado: “é somente com mais mulheres nos espaços de decisão. É a nossa presença, com a discussão de temas que atingem diretamente nossas vidas, como violência, saúde, segurança, educação e autonomia financeira, que avançaremos”, diz Neidinha.

A candidata coloca a participação feminina e o enfrentamento à violência contra as mulheres entre os temas centrais de sua candidatura. Nas eleições de 2026, Rondônia escolherá dois senadores, e – apesar dos boatos – Neidinha Suruí segue na disputa apresentando propostas voltadas à proteção das mulheres e à ampliação da presença feminina nos espaços de decisão.

O projeto Mulher Protegida Rondônia é um dos principais de seu Plano Legislativo, junto com Sustentabilidade, Educação, Saúde e Cultura.

 

Por Caru Schwingel  /  Karen Cavalcante

Coordenação de Comunicação Social

Neidinha Suruí 400 – A Senadora do Povo de Rondônia

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