Geral

Exame de ressonância magnética avança em diagnósticos de alta precisão; entenda 

Compartilhe:

Publicado por

em

Foto de Ricardo Brandão
Ricardo Brandão
Jornalista do site Portalrondonia.com com mais de 15 anos no jornalismo [email protected]

Método utiliza campos magnéticos e processamento digital de imagens para identificar alterações em diferentes regiões do corpo sem uso de radiação ionizante

O exame de ressonância magnética ocupa espaço importante na investigação de doenças que exigem detalhamento anatômico e avaliação precisa de tecidos internos. O exame é utilizado em diferentes áreas da medicina, como neurologia, ortopedia, cardiologia e oncologia, principalmente em situações em que exames convencionais não conseguem fornecer imagens suficientemente detalhadas.

O procedimento funciona por meio de campos magnéticos e ondas de radiofrequência capazes de gerar imagens em alta definição de órgãos, músculos, articulações, vasos sanguíneos e estruturas do sistema nervoso. Diferentemente da tomografia computadorizada e do raio-X, a ressonância não utiliza radiação ionizante.

A qualidade das imagens obtidas permite observar alterações pequenas, além de auxiliar médicos na identificação de lesões, inflamações, tumores, alterações vasculares e doenças degenerativas.

Aplicações em diferentes especialidades

Na neurologia, a ressonância magnética é frequentemente usada na investigação de condições que afetam cérebro e medula espinhal. O exame ajuda a identificar alterações associadas a acidentes vasculares cerebrais, epilepsia, esclerose múltipla e tumores cerebrais.

Na ortopedia, o método é utilizado para avaliação de ligamentos, cartilagens, tendões e músculos. Lesões esportivas, rompimentos ligamentares e processos inflamatórios costumam ser investigados com apoio da tecnologia por causa da capacidade de detalhamento das estruturas moles.

Em exames cardiovasculares, a ressonância pode contribuir para análise do funcionamento do coração, avaliação do músculo cardíaco e observação de alterações nos vasos sanguíneos. Já na oncologia, auxilia tanto na detecção de tumores quanto no acompanhamento de tratamentos e monitoramento de possíveis recidivas.

Também há aplicações em exames abdominais e pélvicos, utilizados para investigar alterações em fígado, rins, próstata, útero e ovários.

Como o exame é realizado?

Durante o procedimento, o paciente permanece deitado em uma maca que desliza para o interior do equipamento. O aparelho produz ruídos repetitivos durante a captação das imagens, motivo pelo qual os protetores auriculares costumam ser fornecidos.

Em parte dos exames, pode haver necessidade de contraste intravenoso para melhorar a visualização de determinadas estruturas e vasos sanguíneos. A substância utilizada costuma ser diferente do contraste empregado em tomografias.

A duração varia conforme a região examinada e o objetivo clínico. Alguns exames podem ser concluídos em menos de 20 minutos, enquanto avaliações mais detalhadas exigem períodos maiores.

A movimentação do paciente interfere diretamente na qualidade das imagens. Por isso, a orientação mais comum durante o exame é permanecer imóvel ao longo da aquisição.

Equipamentos ampliam capacidade de análise

O avanço dos equipamentos contribuiu para ampliar a resolução das imagens e reduzir falhas causadas por movimentação ou tempo prolongado de aquisição. Sistemas com maior potência magnética conseguem captar detalhes anatômicos mais específicos, principalmente em exames neurológicos e vasculares.

Outro recurso presente em parte dos aparelhos é a reconstrução digital de imagens em múltiplos planos, permitindo visualizações em diferentes ângulos sem necessidade de novos exames.

Há ainda técnicas específicas voltadas à análise funcional e metabólica de determinados órgãos. Em exames cerebrais, por exemplo, algumas modalidades conseguem observar atividade de regiões do cérebro durante determinadas funções neurológicas. Já em investigações oncológicas, protocolos específicos auxiliam na caracterização de tecidos suspeitos.

Quando a ressonância pode ser indicada?

A solicitação do exame depende da avaliação clínica e da suspeita diagnóstica. Em muitos casos, a ressonância é indicada após consultas médicas ou resultados inconclusivos em outros exames de imagem.

Pacientes com marca-passo, implantes metálicos específicos ou determinados dispositivos eletrônicos implantáveis precisam de avaliação prévia antes da realização do procedimento, devido à interação desses materiais com o campo magnético do aparelho.

Também existem equipamentos desenvolvidos para reduzir desconfortos relacionados à claustrofobia, incluindo aparelhos com estruturas mais amplas e exames realizados com sedação em situações específicas.

Com capacidade de gerar imagens detalhadas sem utilização de radiação ionizante, a ressonância magnética segue como um dos exames de imagem mais utilizados na investigação clínica e no acompanhamento de diferentes condições médicas.

autovema CVC VEM PRA FIMCA SICREDI Unisapiens

Brasil Digital
Compartilhe: