
Foto: Ministro do STJ Marco Buzzi
O ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi afastado cautelarmente de suas funções após uma denúncia de assédio sexual relatada por uma servidora que trabalhou em seu gabinete e corroborada por outros relatos na esfera administrativa.
A denúncia formalizada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) relatou episódios de assédio dentro das dependências do tribunal, em ambiente de trabalho. A Corregedoria do CNJ abriu procedimento sigiloso para apurar os relatos, que se somam a outra acusação já em investigação envolvendo o magistrado.
Em razão da gravidade das alegações, o pleno do STJ realizou sessão extraordinária na qual decidiu, por unanimidade, afastar Buzzi de forma cautelar, temporária e excepcional. A medida impede o uso de gabinete, veículo oficial e demais prerrogativas do cargo enquanto as apurações administrativas prosseguem.
Paralelamente, ele havia solicitado licença médica de 90 dias, com atestado apresentado por uma médica psiquiatra, e nega as acusações em comunicação interna à Corte.
As investigações também envolvem um episódio separado em Santa Catarina, no qual uma jovem de 18 anos acusa o ministro de tentativa de importunação sexual durante uma viagem à praia — caso que originou sindicância no STJ e apuração criminal no Supremo Tribunal Federal (STF), dada a prerrogativa de foro do magistrado.
O STJ marcou nova sessão para 10 de março de 2026 para analisar as conclusões da sindicância, que podem resultar em penalidades mais severas, incluindo aposentadoria compulsória.





