Jurídicas
Promotorias da Infância e Violência Doméstica participam de reunião com operadora de plano de saúde sobre notificação de casos de violência na capital

Ricardo Brandão
Jornalista do site Portalrondonia.com com mais de 15 anos no jornalismo [email protected]
Unidades e profissionais de saúde têm a obrigação legal de comunicar casos de violência às autoridades, quando identificarem que pacientes atendidos pelos serviços foram vítimas de crimes. A aplicação dessa conduta, chamada de notificação compulsória, em atendimentos com suspeita de violência contra mulheres, crianças e adolescentes, foi tema de reunião realizada nesta segunda-feira (26/1) entre integrantes do Ministério Público de Rondônia (MPRO), representantes do Sistema Unimed, Instituto Médico Legal (IML) e Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).
Realizado em modalidade online, o encontro discutiu o dever da notificação compulsória por profissionais de saúde, o fluxo de ações nos hospitais e a atuação de órgãos públicos no atendimento de acionamentos pelas unidades.
Durante a reunião, os integrantes do Ministério Público destacaram a importância dos hospitais prestarem atendimento humanizado e sensível aos pacientes, estando alertas para sinais de violência física e/ou sexual contra mulheres, crianças e adolescentes, comunicando a situação aos órgãos competentes no prazo estabelecido por lei.
Em especial, os membros do MPRO pediram atenção dos profissionais para casos em que a suposta vítima retornará para o ambiente doméstico, informando os participantes da reunião sobre quais medidas poderão ser adotadas para proteger o paciente, interromper o ciclo de violência e, finalmente, responsabilizar os agressores.
Diante da explanação, os representantes da Unimed ressaltaram que vêm promovendo ações de conscientização e treinamento de suas equipes e apresentaram o projeto Destemidas Marias, desenvolvido pela operadora, com o propósito de prevenir a violência e maus-tratos contra mulheres, idosos e crianças. Além do acolhimento, o projeto busca sensibilizar médicos, colaboradores, beneficiários e a rede credenciada sobre seu papel como agentes de prevenção, fortalecendo a rede de proteção.
Ao final, os participantes da reunião concordaram em realizar novos encontros para disseminar as práticas previstas na adoção da conduta de notificação compulsória.
A reunião teve a presença dos Promotores de Justiça Maira Coura (Violência Doméstica) e Fábio Rodrigo Casaril (Infância), além de representantes dos órgãos.







