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Rondônia, domingo, 13 de setembro de 2026.

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Acne na vida adulta cresce e exige tratamento contínuo e individualizado

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Ricardo Brandão
Jornalista do site Portalrondonia.com com mais de 15 anos no jornalismo [email protected]

Condição afeta principalmente mulheres entre 25 e 45 anos e está relacionada a hormônios, estresse, alimentação e uso inadequado de cosméticos

Estudos epidemiológicos recentes indicam que a acne deixou de ser um problema restrito à adolescência e tem se tornado cada vez mais frequente na vida adulta, especialmente entre mulheres. Pesquisas publicadas em periódicos científicos internacionais apontam que entre 40% e 50% das mulheres com idades entre 25 e 45 anos apresentam acne persistente ou de início tardio.

Um dos levantamentos mais citados sobre o tema, publicado no British Journal of Dermatology e indexado no PubMed, identificou que 54% das mulheres acima dos 25 anos apresentavam algum grau de acne facial, percentual significativamente superior ao observado entre os homens da mesma faixa etária. O estudo reforça que, embora a intensidade das lesões varie, a condição permanece clinicamente relevante até a meia-idade.

Outros dados, reunidos pelo Journal of the American Academy of Dermatology, indicam que a acne adulta afeta de forma contínua principalmente mulheres, com prevalência clínica estimada entre 12% e 14%, além de casos subclínicos que impactam diretamente a qualidade da pele e a autoestima. No Brasil, estudos observacionais com mulheres entre 25 e 55 anos também confirmam a tendência, apontando prevalência superior a 40% nessa população.

De acordo com a coordenadora do curso de Estética da Afya São Lucas, professora Jéssica Barreto, a acne adulta é multifatorial e exige uma abordagem mais ampla do que apenas o uso de produtos secativos. “Hoje sabemos que a acne na fase adulta não está ligada apenas à oleosidade da pele. Ela envolve alterações hormonais, estresse crônico, hábitos de vida, alimentação e até o uso inadequado de cosméticos”, explica.

Hormônios, estresse e rotina moderna

Entre as principais causas estão as disfunções hormonais, como hiperandrogenismo e síndrome dos ovários policísticos (SOP), além das variações do ciclo menstrual. O estresse crônico também exerce papel relevante, ao elevar os níveis de cortisol, hormônio que estimula as glândulas sebáceas e processos inflamatórios.

Fatores ambientais modernos, como poluição urbana e privação de sono, contribuem para a piora do quadro. Já a alimentação rica em ultraprocessados, alimentos de alto índice glicêmico e laticínios está associada ao aumento da inflamação cutânea. “A rotina acelerada, o sono irregular e uma dieta desequilibrada criam um ambiente inflamatório que favorece o surgimento e a persistência da acne”, ressalta a professora.

O uso de cosméticos inadequados ao tipo de pele, especialmente produtos comedogênicos e excesso de maquiagem, também está entre os fatores agravantes. Segundo a especialista, muitos pacientes cometem erros ao tentar tratar a acne por conta própria.

Entre os principais equívocos estão o uso excessivo de sabonetes agressivos, esfoliantes físicos, ácidos sem orientação profissional e receitas caseiras. Espremer lesões e interromper o tratamento precocemente também são práticas frequentes. “A acne exige constância. O abandono precoce do tratamento ou o uso indiscriminado de ácidos pode causar irritações, manchas e até cicatrizes permanentes”, alerta Jéssica.

Nos quadros leves a moderados, o profissional de estética atua na identificação do grau da acne, na realização de procedimentos seguros e na orientação correta da rotina de cuidados. Já os casos moderados a graves, com nódulos, cistos ou risco de cicatriz, devem ser encaminhados ao dermatologista. “A estética tem papel fundamental no controle da acne leve, mas saber o momento de encaminhar ao médico é essencial para evitar agravamentos e sequelas”, destaca.

Procedimentos que auxiliam no controle da acne

Entre os recursos estéticos com melhor respaldo científico estão a limpeza de pele profissional, a LED terapia, com luz azul e vermelha, peelings químicos específicos e a alta frequência. O microagulhamento é indicado apenas após o controle da acne ativa, principalmente para tratar cicatrizes.

Os resultados, segundo a especialista, são graduais e variam conforme o grau da acne. Em quadros leves, é possível observar melhora entre quatro e seis semanas. Já casos moderados podem levar até três meses para responder ao tratamento. “A acne respeita o ciclo de renovação da pele adulta, que é mais lento. Por isso, paciência e acompanhamento profissional são fundamentais”, pontua.

Há diferenças importantes entre acne em homens e mulheres. Enquanto a feminina sofre maior influência hormonal e tende a apresentar pele mais sensível, a masculina costuma envolver produção sebácea mais intensa e maior risco de cicatrizes, exigindo abordagens diferenciadas.

“O tratamento não é padronizado. Ele deve considerar sexo, idade, sensibilidade da pele e histórico do paciente para alcançar resultados seguros e duradouros”, conclui a professora Jéssica Barreto.

Afya Amazônia

A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado de Rondônia conta com duas instituições de graduação (Afya Centro Universitário São Lucas e Afya Ji-Paraná). Tem ainda dez escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Acre (1), Pará (4)  e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com outras 3 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO).

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br  e ir.afya.com.br.

Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

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