Após inspeção e liberação dos bombeiros, delegações voltam aos pavilhões e agendas formais serão reiniciadas às 8h
Belém (PA) — Sete horas depois do incêndio que atingiu um pavilhão da comunidade da África Oriental, a Zona Azul — uma das áreas oficiais da COP30 — voltou a receber imprensa, equipes de trabalho e delegações na noite desta quinta-feira (20).
A liberação ocorreu por volta das 20h40, permitindo que profissionais credenciados retornassem aos seus postos, recuperassem pertences e se preparassem para a retomada das atividades.
O secretário extraordinário da COP30, Valter Correia, informou que as conversas bilaterais e articulações com o secretariado e a presidência da conferência já recomeçaram. No entanto, as sessões plenárias e negociações formais serão retomadas apenas na manhã desta sexta-feira, a partir das 8h.

Segundo ele, as primeiras avaliações apontam que o incidente pode ter sido provocado por equipamentos elétricos não autorizados, mas a investigação segue em andamento.
“Posso assegurar que não houve falha estrutural ou problema na instalação elétrica. Tudo indica que foi uma sobrecarga gerada por aparelhos que entraram sem autorização, mas cabe aos especialistas concluir a apuração”, declarou em entrevista à GloboNews.
Em nota oficial, a organização da COP30 informou que o Corpo de Bombeiros inspecionou a área e a considerou segura para reabertura. As autoridades brasileiras restabeleceram o funcionamento do espaço e devolveram a área à UNFCCC, permitindo o retorno pleno das operações às 20h40.

O comunicado também reafirma o acompanhamento às pessoas que receberam atendimento médico e agradece a compreensão dos participantes. “Temos um trabalho significativo pela frente, e confiamos que os delegados voltarão às mesas de negociação com espírito de solidariedade e determinação”, diz o texto.
A área diretamente atingida pelo fogo permanece isolada e coberta com lonas. De acordo com o relato do fotojornalista Márcio Nagano, do Amazônia Vox, o clima no local é de tranquilidade e alívio com a normalização da programação.

“Os jornalistas estão conferindo equipamentos, e os trabalhadores dos quiosques, da segurança e da administração retomam suas rotinas. É um movimento de reconstrução do ritmo para seguir com os trabalhos”, afirmou. (Com informações do Amazônia Vox)
Autor: Voz da Terra






