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Qual é o futuro político do Coronel Chrisóstomo?

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Ricardo Brandão
Jornalista do site Portalrondonia.com com mais de 15 anos no jornalismo [email protected]
Foto: O Coronel Chrisóstomo criticou a retirada de manifestação pacífica e denuncia violação à liberdade de expressão, agora se diz chateado com a repercussão do escândalo de nepotismo

O episódio denunciado pelo Metrópoles que reporta que o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO) empregou sua companheira, uma cunhada e dois concunhados em seu gabinete, com remuneração que ultrapassa R$ 2,1 milhões levanta sérios riscos para o futuro político de Chrisóstomo.

Chateado com a imprensa de Rondônia

 

@metropolesoficial O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MP-TCU) pediu que a corte “apure com rigor” nepotismo no gabinete do deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO). Conforme revelou a coluna de Tácio Lorran, o parlamentar de Rondônia empregou a companheira, a cunhada e dois concunhados. Mais de R$ 2,1 milhões já saíram dos cofres da #CâmaradosDeputados para bancar as remunerações deles. O #TCU informou à coluna de Tácio Lorran, nesta terça-feira (11/11), ter abero um processo a partir da representação do Ministério Público. O MP-TCU descreve que a exoneração dos contratados não exime o parlamentar e os envolvidos “de responderem pelos atos praticados” em razão do uso “indevido de recursos públicos”. O deputado informou à coluna ter exonerado os familiares um dia após ser questionado sobre a situação. Na representação ao TCU, ele afirma ainda que as evidências são de “extrema gravidade” e que o caso representa “uma afronta direta aos princípios fundamentais que regem a Administração Pública”, a exemplo da moralidade, impessoalidade e eficiência. “Os indícios de que o deputado tenha utilizado recursos públicos para beneficiar seus familiares são alarmantes”. Nesse sentido, Lucas Furtado declarou que Coronel Chrisóstomo, “enquanto parlamentar eleito pelo povo, deveria ser o exemplo máximo de conduta ética e respeito às normas constitucionais”. “O exemplo deve vir de cima, e os parlamentares, como representantes do povo, têm o dever de agir com a mais alta integridade e respeito às leis que juraram cumprir e fazer cumprir”. O subprocurador requer ainda que o TCU investigue o caso, uma vez que, o nepotismo praticado pelo deputado federal pode configurar improbidade administrativa e crime de responsabilidade. “A utilização de recursos públicos para fins pessoais, em benefício de familiares, não apenas desrespeita a legislação vigente, mas também compromete a legitimidade do mandato parlamentar, podendo ensejar a cassação do mandato, conforme previsto no artigo 55, inciso II, da Constituição Federal, em caso de procedimento incompatível com o decoro parlamentar”, listou o membro do TCU. #TikTokNotícias ♬ som original – Metrópoles Oficial

O Coronel Chrisóstomo construiu parte de sua imagem pública defendendo valores conservadores: “Deus, pátria e família”, moral cristã, ética na política.  Agora, essa denúncia de nepotismo parece corroer justamente o pilar moral sobre o qual ele pauta grande parte de seu discurso. A incoerência entre discurso e prática tende a minar sua credibilidade, especialmente entre eleitores que valorizam a integridade familiar e a ética pública.

Segundo o jornalista Rubens Coutinho, do site Tudo Rondônia, Chrisóstomo está muito chateado com a imprensa do estado. Mas, na verdade, quem deveria estar chateado são os eleitores que votaram nele e que, de certa forma, se sentem enganados.

Investigação  do MP

O Ministério Público junto ao TCU já acionou o tribunal para apurar as nomeações. Segundo reportagem, a representação aponta para “extrema gravidade” e a possibilidade de ressarcimento ao erário. Se confirmadas irregularidades, Chrisóstomo pode sofrer sanções administrativas, ser obrigado a devolver recursos ou até ter o mandato questionado com base no decoro parlamentar.

Cobranças no PL

Dentro de seu próprio partido, o episódio pode gerar constrangimento. Segundo rumores, membros do PL já cobram explicações, já que parte do capital político de Chrisóstomo vinha justamente de sua imagem de incorruptível.

Em política, valores sem coerência prática não resistem à exposição pública, e a natureza dessa denúncia é tão simbólica quanto legal: não é apenas sobre dinheiro, mas sobre credibilidade e integridade moral. Se ele não souber administrar esse processo, o futuro político pode se tornar muito menos seguro do que parecia.

 

Autor: Portalrondonia.com

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