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O que empresas aéreas fazem para cortar custos?

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Ricardo Brandão
Jornalista do site Portalrondonia.com com mais de 15 anos no jornalismo [email protected]

O setor de aviação comercial opera com margens de lucro notoriamente apertadas e está constantemente sujeito a flutuações de mercado – como o preço do combustível, a demanda de passageiros e a passagem aérea da Azul em promoção

Por essa razão, a busca por eficiência e o corte de gastos são práticas perenes e essenciais para a sobrevivência das companhias. Essas estratégias são multifacetadas, abrangendo desde a otimização da operação das aeronaves até a gestão de recursos humanos e a renegociação de contratos. 

Ofertas uma passagem aerea (ou mais) muitas vezes é uma tática para preencher assentos e maximizar a receita de um voo que, em termos de custo fixo, já seria realizado.

Otimização da Operação Aérea

Um dos maiores custos operacionais para qualquer companhia aérea é o combustível. Portanto, as empresas investem pesadamente em técnicas de fuel efficiency

Isso inclui o uso de software avançados para planejar rotas de voo mais curtas e com menos turbulência, a prática de single-engine taxi (deslocamento no solo com apenas um motor ligado) e a manutenção rigorosa das aeronaves para garantir a máxima performance aerodinâmica. 

Reduzir o peso a bordo é outra tática fundamental. Trocar assentos antigos por modelos mais leves, usar tablets em vez de manuais de voo impressos e até mesmo diminuir o volume de água potável transportada são medidas adotadas. O cliente que procura milhas por passagem aérea está, indiretamente, se beneficiando de um sistema que busca economizar a cada etapa da operação.

A gestão da frota é outro pilar da redução de despesas. Companhias modernas preferem operar com um número menor de modelos de aeronaves. Essa uniformidade simplifica o treinamento de pilotos e mecânicos, reduzindo os custos com pessoal especializado, e também facilita a gestão de peças de reposição, diminuindo o estoque necessário e os lead times para manutenção. 

A negociação de grandes volumes na compra ou leasing de aviões também gera economias significativas. A diferença entre o custo de uma pasagem aérea comprada na véspera e uma comprada com antecedência reflete a gestão de risco e a otimização do inventário de assentos.

Novas Fontes de Receita e Redução de Serviços

A ascensão das companhias low-cost (baixo custo) popularizou a estratégia de desagregação de tarifas. O que antes estava incluso no preço do bilhete, como despacho de bagagem, escolha de assento e refeições a bordo, passa a ser cobrado separadamente. 

Essa abordagem permite que a empresa ofereça uma tarifa base mais baixa, atraente ao consumidor, e gere uma receita auxiliar substancial (a chamada ancillary revenue). O passageiro que precisa de mais flexibilidade pode optar por um bilhete mais caro, mas a opção mais básica torna a passagem aére inicial mais acessível.

No campo do serviço de bordo, o corte de custos é visível. Muitas empresas reduziram ou eliminaram completamente as refeições gratuitas em voos domésticos e de curta distância, substituindo-as por opções de compra. Além disso, a otimização da tripulação é constante. 

As escalas são planejadas com precisão para minimizar o tempo de inatividade da equipe e o pagamento de horas extras, sempre respeitando as normas regulatórias de segurança. Essa vigilância constante sobre os gastos operacionais é o que mantém o preço da passagem aérea competitivo no mercado.

Por fim, o investimento em tecnologia de autoatendimento é uma forte tendência. Check-in via internet ou aplicativos, quiosques para emissão de cartões de embarque e sistemas automatizados de despacho de bagagem diminuem a necessidade de grande quantidade de agentes de aeroporto, o que representa uma economia importante na folha de pagamento. 

A digitalização de processos internos e a automação de funções administrativas também são estratégias contínuas para manter a saúde financeira da empresa no exigente e volátil mercado da aviação.

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Brasil Digital
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