O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi direto: o tarifaço de 50% anunciado por Donald Trump contra produtos brasileiros é uma “chantagem inaceitável”. Para Lula, trata-se de uma manobra política do ex-presidente americano com objetivos eleitorais, usando o Brasil como alvo fácil para alimentar sua retórica protecionista.
“Nenhum gringo vai dar ordens ao Brasil. Trump não é imperador do mundo.” — disse Lula em um pronunciamento oficial em julho de 2025.
A medida de Trump, que impõe tarifas de até 50% sobre aço, alumínio, carne e até produtos agrícolas brasileiros, foi criticada por Lula como sendo baseada em “falsas alegações”, como supostos subsídios irregulares e práticas desleais de comércio.
Reação do governo brasileiro
Em resposta, Lula anunciou que o Brasil vai usar a Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada em 2025, para aplicar tarifas equivalentes sobre produtos norte-americanos. A medida visa proteger a indústria nacional e mostrar que o país não aceitará pressões externas.
“Se Trump impõe 50% de tarifa no nosso produto, nós impomos 50% no deles. A Brasil se respeita.”
Além das tarifas, o governo brasileiro também acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) e mantém canais diplomáticos abertos, embora Lula tenha destacado que a paciência tem limite.
Lula critica apoiadores brasileiros de Trump
O presidente também foi duro com setores internos do Brasil que defenderam ou minimizaram as medidas de Trump:
“Brasileiro que bate palma pra gringo que quer prejudicar o nosso país é traidor da pátria.”
Segundo Lula, há políticos e empresários que colocam seus interesses ideológicos acima da soberania nacional, ao apoiarem políticas que prejudicam o Brasil em nome de afinidades com Trump.
Impactos e estratégia
Apesar da crise comercial, Lula tem usado o episódio para reforçar sua imagem como defensor da soberania nacional e da indústria brasileira. A retórica firme tem rendido apoio até entre setores tradicionalmente críticos ao governo, unindo empresários, trabalhadores e políticos contra a pressão externa.
Resumo
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Lula condena o tarifaço de Trump, chamando-o de “chantagem” e “afronta à soberania”.
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Brasil vai retaliar com tarifas equivalentes, usando a Lei de Reciprocidade.
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O governo também acionou a OMC e mantém o diálogo aberto — mas com firmeza.
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Lula critica brasileiros que apoiam as medidas de Trump, chamando-os de traidores da pátria.
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O episódio fortaleceu a narrativa nacionalista do governo e uniu diferentes setores da sociedade.





